Enquanto o mercado continua a aguardar pelo modelo mais avançado da gigante tecnológica, que sofreu recentemente alguns atrasos motivados por falhas na geração de código, a empresa decidiu avançar com novos modelos mais pequenos. A Google anunciou esta semana a chegada do Gemini 3.6 Flash e do 3.5 Flash-Lite, aproveitando a ocasião para delinear os próximos passos da sua inteligência artificial.
Gemini 3.6 Flash
O novo Gemini 3.6 Flash surge como o sucessor directo da versão mostrada no evento I/O de 2026. Esta actualização reflecte o feedback recolhido junto de programadores e clientes desde Maio, destacando-se por ser muito mais eficiente na gestão de tokens em diversas tarefas.
Em comparação com o 3.5 Flash, este modelo consome menos 17% de tokens de saída, exigindo menos passos de raciocínio lógico para concluir fluxos de trabalho complexos. Esta optimização de recursos alinha-se com a estratégia a longo prazo da empresa, que passa também pelo desenvolvimento de processadores focados em reduzir a pegada energética da IA nos próximos anos. Além de ser mais eficiente, o 3.6 Flash chega com preços mais baixos, fixando-se em 1,50 dólares por cada milhão de tokens de entrada e 7,50 dólares por milhão de tokens de saída.
No campo da programação, a Google garante que o modelo gera código de maior qualidade, mais fiável e pronto para produção, reduzindo edições indesejadas e ciclos de execução desnecessários. Outro detalhe importante é a actualização da base de dados do modelo, cujo limite de conhecimento avança finalmente de Janeiro de 2025 para Março de 2026.
Gemini 3.5 Flash-Lite
Para cenários que exigem alta capacidade de processamento e baixa latência, a Google desvenda o Gemini 3.5 Flash-Lite. Esta variante foi desenhada para tarefas como pesquisas baseadas em agentes autónomos e processamento massivo de documentos. A empresa afirma que a qualidade geral é significativamente superior à do 3.1 Flash-Lite, lançado em Março, mantendo um custo muito reduzido de 0,30 dólares por milhão de tokens de entrada.
Os testes de desempenho mostram que o 3.5 Flash-Lite consegue mesmo superar o modelo 3 Flash em várias métricas, assumindo-se como uma ferramenta poderosa para a execução de tarefas no mundo real. É este tipo de inteligência artificial leve e reactiva que abre portas a integrações em hardware externo, à semelhança da forma como a tecnologia da marca vai integrar os próximos veículos eléctricos da Xpeng no mercado internacional.
Gemini 3.5 Flash Cyber
A pensar na segurança informática, a tecnológica traz ainda o Gemini 3.5 Flash Cyber. O objectivo principal desta versão é detectar, validar e corrigir vulnerabilidades de segurança em larga escala, oferecendo um preço por token inferior ao dos modelos de maiores dimensões.
Através da ferramenta CodeMender, que utiliza múltiplos agentes do 3.5 Flash Cyber, os especialistas em cibersegurança ganham uma vantagem crucial para encontrar e resolver falhas críticas antes que estas sejam exploradas por piratas informáticos. Numa fase inicial, o acesso a esta ferramenta está limitado a governos e parceiros de confiança, de forma a mitigar potenciais utilizações indevidas.
Disponibilidade e o futuro
Os modelos Gemini 3.6 Flash e 3.5 Flash-Lite já estão disponíveis na aplicação oficial do Gemini, com a versão Lite a caminho do motor de pesquisa. Os programadores podem aceder a estas novidades através do Google Antigravity, AI Studio e Android Studio.
Quanto ao futuro, a Google reitera que o Gemini 3.5 Pro está actualmente a ser testado com parceiros e será disponibilizado assim que estiver pronto. Em simultâneo, a equipa da DeepMind já está a focar-se na próxima geração, tendo iniciado a fase de pré-treino mais ambiciosa de sempre para o futuro Gemini 4.
