Trago-vos novidades preocupantes sobre a IA e a sede de dados das tecnológicas. Começando pelos direitos de autor, a Anthropic pagará 1,5 mil milhões de dólares num acordo para treinar os seus modelos de IA com livros pirateados. Quem ganha? As grandes editoras ficam com 50% do bolo, enquanto os autores independentes são largamente excluídos. Para as gigantes tecnológicas, compensa mais roubar tudo e pagar um acordo com “desconto” do que licenciar o conteúdo de forma justa.
Já do lado da Meta, foi instalado um software nos computadores dos funcionários nos EUA para gravar cada clique, treinando a IA que os poderá substituir no futuro. O pior? Ao fazer esta recolha massiva de dados, acabam por interceptar as comunicações com os funcionários europeus, atropelando o nosso RGPD.
Ainda na frente do RGPD, a app de táxis Yango apanhou uma valente multa de cem milhões de euros nos Países Baixos por transferir dados de europeus para servidores na Rússia. Isto prova que os meros contratos de fachada não servem de nada quando a infraestrutura técnica permite vigilância estatal.
Tudo isto acontece enquanto a Comissão Europeia tenta passar o Digital Omnibus, um pacote que visa facilitar a vida aos monopólios e enfraquecer a definição do que é um “dado pessoal”. Felizmente, os reguladores já rejeitaram esta proposta. Já algo com que a Europa se devia preocupar mais é o ataque que o grupo ShinyHunters levou a cabo contra o Conselho da Europa, roubando 297 GB de dados de RH e expondo registos médicos e bancários de dez mil funcionários.
