A Universidade de Aveiro (UA) apresentou um novo satélite da tipologia ‘CubeSat’, ou seja, pequeno e modular, desenvolvido segundo um padrão internacional que reduz os custos de construção e lançamento. O CorkSat tem uma estrutura em cortiça para «demonstrar o potencial deste material na indústria espacial».
O protótipo foi revelado durante o evento ‘Satélites na Universidade de Aveiro’, com a primeira fase deste projecto a ser concluída com «sucesso»: fez um voo de teste acoplado a um drone que transmitiu dados para uma estação, em terra (foto em baixo).
A justificação da UA para usar cortiça resulta das suas «características naturais», como o «baixo peso, a capacidade de isolamento e a origem renovável». O CorkSat inclui, ainda, um sistema que permite «acompanhar a degradação da cortiça durante a missão», bem como «equipamentos de monitorização espectral». A estrutura cúbica integra painéis fotovoltaicos que alimentam os sistemas electrónicos.
Depois deste primeiro teste, a equipa prepara, agora, uma nova fase, que recorrerá a um balão meteorológico para elevar o CorkSat a «vários quilómetros de altitude». O objetivo passa pela colocação do satélite em órbita terrestre, uma etapa que «depende da obtenção de financiamento adicional para assegurar uma oportunidade de lançamento».
A apresentação do CorkSat ficou ainda marcada pela inauguração de um novo laboratório de Engenharia Aeroespacial no Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática da Universidade de Aveiro.
Resta dizer que este projeto envolve «mais de cinquenta professores, investigadores e estudantes das áreas da Engenharia Aeroespacial, Computadores, Informática, Física e Mecânica» e tem financiamento assegurado pela Agenda PRR New Space Portugal.
