Lançado hoje no mercado nacional, o Huawei MatePad Pro Max PaperMatte Edition é um equipamento topo de gama que pretende rivalizar com o iPad Pro e o Samsung Galaxy Tab S11 Ultra. Mesmo sem um ecossistema Google/Apple por trás, este tablet oferece uma experiência de excelência e que em nada fica atrás de outras fabricantes.
Design e ecrã
Este tablet impressiona assim que o tirámos da caixa pela sua qualidade de construção e design premium e fino. Com apenas 509 gramas, é leve para um dispositivo com ecrã de 13,2 polegadas e o display com tecnologia PaperMatte é uma mais-valia para quem passa muito tempo neste tipo de dispositivo, já que torna a utilização menos cansativa para os olhos. Além disso, oferece uma experiência de visualização excelente e fluida, quer para trabalhar, quer para ver séries e jogar, graças a uma taxa de actualização de até 144 Hz e um brilho máximo de até 1600 nits. Ao nível do som, o MatePad Pro Max também tem um comportamento de um equipamento de topo com seria de esperar, com áudio de qualidade e envolvente dados os seis altifalantes existentes.
A câmara traseira de 50 MP é competente para tirar fotografias e filmar (grava vídeo em 4K até 30 fps), mesmo que estas não sejam as funcionalidades mais procuradas quando usamos um tablet. Por outro lado, a câmara frontal de 12 MP revelou ser de excelência em videochamadas.
Desempenho e autonomia
Apesar de ter tido resultados inferiores em quase todo os testes em relação ao Samsung Galaxy Tab S11, o que poderia querer indicar menor capacidade de desempenho, a verdade é que na utilização do dia-a-dia, o comportamento deste Huawei é irrepreensível. Quer em modo de multitasking com diversas aplicações abertas, quer usando apps que precisam de mais processamento e em jogos, o MatePad Pro Max esteve sempre à altura do desafio e nem sequer nunca sobreaqueceu.
Ao nível da autonomia, o benchmark deu quase 14 horas de utilização com a bateria de 9760 mAh presente na versão europeia. Usámos o tablet de forma intensiva ao longo de um dia sem ter de o carregar, o que consideramos um bom indicador, especialmente se quisermos usar este equipamento em substituição de um portátil.

Software e versatilidade
O HarmonyOS 4.3, que equipa este tablet, é muito intuitivo e as apps desenvolvidas pela marca e as alternativas como a WPS Office, funcionam bastante bem sendo que requerem um pouco de hábito pois estamos demasiado ligados ao ecossistema Google. O expoente máximo do software é talvez a GoPaint dedicada à pintura e desenho com diversas ferramentas, modelos e funcionalidades que são excelentes para qualquer artista, quer seja amador ou profissional. Com a ajuda do M-Pencil Pro, fazer desenhos até parece fácil já que a sensação é igual ao papel, assim como tirar notas e fazer apontamentos para estudar.
Por outro lado, o teclado Huawei Glide oferece uma experiência de utilização próxima a um computador, com teclas com boa usabilidade e um trackpad que funciona especialmente bem. Esta versatilidade é para nós um ponto muito positivo do MatePad Pro Max PaperMatte Edition.
Distribuidor: Huawei
Preço: €1299
Benchmarks
AnTuTu: 1 947 149
3D Mark Wild Life: 5485
GeekBench 6 Single CPU: 1128
GeekBench 6 Multi CPU: 5139
GeekBench 6 OpenCL: 6572
PCMark 3.0 Work: 10 191
PCMark 3.0 Battery: 821 minutos
Ficha Técnica
Processador: Kirin T93 Pro
Memória: 12 GB
Armazenamento: 512 GB
Câmaras: 50 MP (traseira); 12 MP (frontal)
Ecrã: 13,2” OLED, 144 Hz (3000 x 2000), 273 ppi
Bateria: 9760 mAh
Dimensões: 289,3 x 196,3 x 4,7mm
Peso: 509 gr
