A Anthropic decidiu abrir as portas da sua tecnologia mais avançada ao público em geral. A empresa de inteligência artificial lançou o Claude Fable 5, a primeira versão de acesso público baseada no poderoso modelo Mythos. Até agora, esta tecnologia estava restrita a um pequeno grupo de parceiros devido a receios de que pudesse ser usada para fins maliciosos, dada a sua enorme capacidade de encontrar vulnerabilidades informáticas.
Segurança e limites rigorosos
O novo modelo chega ao mercado com limites muito estritos. Se um utilizador fizer perguntas sobre áreas de alto risco, como cibersegurança, biologia ou química, o sistema bloqueia a resposta e reencaminha o pedido para o modelo Claude Opus 4.8.
Segundo o site TechCrunch, a Anthropic testou exaustivamente estes filtros contra tentativas de manipulação e implementou uma política obrigatória de retenção de dados de 30 dias para utilizadores empresariais. Esta medida serve apenas para ajudar a defender o sistema contra ataques futuros e não para treinar novos modelos, garantindo que a tecnologia não cai em mãos erradas.
Desempenho de topo e visão artificial
O Fable 5 destaca-se na engenharia de software, no trabalho analítico e na compreensão visual. A inteligência artificial consegue manter o foco a executar tarefas longas e complexas. Por exemplo, a empresa de pagamentos Stripe conseguiu migrar uma base de código com 50 milhões de linhas em cerca de um dia, uma tarefa que demoraria meses a ser feita por uma equipa humana.
Além disso, o modelo demonstra capacidades visuais surpreendentes. A Anthropic garante que a IA conseguiu terminar o jogo Pokémon FireRed (lançado em 2004 para o Game Boy Advance) a usar apenas a análise de imagens, algo que as versões anteriores não conseguiam fazer.
Preços e disponibilidade
O lançamento do Fable 5 vai ser feito de forma faseada para gerir a elevada procura. Até ao dia 22 de Junho, os subscritores dos planos Pro, Max, Team e Enterprise podem usar a novidade sem custos adicionais. A partir de 23 de Junho, a Anthropic retira temporariamente o modelo destas subscrições, passando a exigir a utilização de créditos pré-pagos para quem quiser continuar a ter acesso.
Para os programadores que usam a API, o custo é de 10 dólares por milhão de tokens de entrada e 50 dólares por milhão de tokens de saída, o dobro do preço cobrado pelo Opus 4.8. A empresa lançou também o Claude Mythos 5, mas este continua estritamente restrito a profissionais de segurança e empresas de infraestruturas críticas.