O presidente da Valve rejeitou categoricamente as acusações de que a sua plataforma de distribuição digital de videojogos opera como um monopólio. Durante uma reunião em Seattle, Gabe Newell defendeu as práticas da empresa perante o escrutínio das autoridades reguladoras. De acordo com o site Hot Hardware, o executivo negou qualquer controlo abusivo sobre o mercado de jogos para computador.
A defesa das políticas de preços
A principal alegação contra a Valve prende-se com a suposta imposição de preços a lojas de terceiros. Newell afirmou que a empresa não tem qualquer política ou prática para ditar os valores praticados por outras plataformas. Mesmo quando confrontado com aparentes provas de que funcionários da Valve estariam a aplicar regras restritivas, o líder da empresa repetiu a sua negação de forma insistente.
Quando questionado por um advogado sobre a reacção da Valve caso os estúdios decidissem aplicar descontos em lojas rivais, Gabe Newell mostrou-se confuso com a pergunta. O executivo sublinhou que muitos parceiros e clientes estão bastante satisfeitos com o serviço prestado. Na verdade, existem vários exemplos de chaves do Steam a serem vendidas por preços inferiores em plataformas como o Fanatical ou o Humble Bundle, o que contraria a ideia de um controlo absoluto.
Domínio de mercado e a preferência dos jogadores
Apesar da concorrência agressiva da Epic Games Store, que continua a oferecer jogos semanalmente, o Steam mantém uma posição de liderança inabalável. Este domínio reflecte-se no sucesso estrondoso de lançamentos recentes, como ficou provado quando o mais recente título de corridas da Playground Games alcançou números históricos de utilizadores em simultâneo.
Para justificar a preferência dos consumidores, a Valve aponta vários factores determinantes:
- A liberdade total de escolha permite aos jogadores adquirir títulos directamente aos estúdios ou em plataformas concorrentes sem qualquer penalização.
- A inovação constante do ecossistema garante ferramentas e funcionalidades que as lojas rivais ainda não conseguiram igualar.
- A existência de revendedores autorizados assegura que os utilizadores conseguem encontrar promoções e preços mais baixos fora do ambiente oficial da loja.
Até mesmo defensores de outras plataformas admitem que, muitas vezes, não encontram motivos suficientes para abandonar o Steam em favor de alternativas como o GOG.
Hardware e as críticas da concorrência
O escrutínio em torno da Valve não se limita apenas ao software, numa altura em que a empresa continua a expandir o seu ecossistema físico. A marca prepara-se para agitar o mercado nos próximos meses, quando estreia os seus novos sistemas de sala de estar e ecrãs dedicados. Além disso, a aposta na inovação periférica mantém-se forte, como demonstra o comando peculiar que emite sons quando cai.
No entanto, estas movimentações e os recentes aumentos de preço do Steam Deck geraram reacções irónicas por parte da concorrência. Tim Sweeney, director executivo da Epic Games, recorreu às redes sociais para criticar a Valve, sugerindo de forma sarcástica que o aumento dos custos suportados pelos clientes serve para financiar perturbações na cadeia de abastecimento de “megaiates”. Apesar das farpas, a Valve mantém a sua posição de que o sucesso do Steam resulta do valor entregue aos jogadores e não de práticas monopolistas.