A Qualcomm aproveitou a feira Computex 2026 para apresentar o seu mais recente processador, o Snapdragon C. Desenhado especificamente para portáteis Windows de entrada de gama, este novo chip tem como objectivo equipar máquinas com preços a começar nos 300 dólares, oferecendo uma alternativa viável para estudantes, famílias e pequenas empresas.
Foco na autonomia e tarefas diárias
Ao contrário da linha premium Snapdragon X, o novo Snapdragon C não foi criado para edição de vídeo pesada ou videojogos exigentes. A fabricante promete um desempenho consistente e rápido em tarefas comuns, como a utilização do browser, o consumo de vídeo em streaming e o trabalho de produtividade. A plataforma foi afinada para garantir um funcionamento silencioso, temperaturas baixas e uma bateria capaz de durar o dia inteiro.
Uma das grandes novidades para este segmento de preço é a inclusão de uma Unidade de Processamento Neural (NPU) integrada para inteligência artificial. Embora o mercado esteja a adoptar estas tecnologias rapidamente, os portáteis com Snapdragon C não cumprem os requisitos dos PCs Copilot+ da Microsoft. Isto significa que funcionalidades avançadas como o Recall continuam exclusivas de chips mais potentes da Qualcomm, Intel ou AMD.
A resposta ao MacBook Neo
O lançamento deste processador surge como uma resposta directa da indústria dos PC ao MacBook Neo da Apple, que chegou ao mercado por 599 dólares e alterou as expectativas dos consumidores em relação a portáteis económicos. Para atingir esta eficiência, a Qualcomm utiliza núcleos Kryo, baseados na arquitectura ARM, uma transição que tem ganho força na indústria.
Várias marcas de renome já estão a preparar equipamentos com o novo Snapdragon C, incluindo a HP, a Lenovo e a Acer. Esta última já revelou o Aspire Go 15, um portátil construído em plástico que integra o novo chip da Qualcomm, até 8 GB de memória RAM, 512 GB de armazenamento e uma bateria de 53 Wh.
Os primeiros computadores equipados com o Snapdragon C estão previstos para chegar ao mercado no final deste ano. Resta agora aguardar pelas configurações finais para perceber se o regresso aos 4 GB de RAM, sugerido em alguns comunicados de imprensa, será uma realidade nos modelos mais baratos.