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A ler: CEO do Spotify defende música gerada por IA e promete proteger os artistas
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Inteligência ArtificialNotícias

CEO do Spotify defende música gerada por IA e promete proteger os artistas

O co-CEO do Spotify defende a nova aposta em remisturas geradas por inteligência artificial, garantindo que é uma alternativa legal e que os artistas vão ser compensados, apesar das fortes críticas da indústria musical.

Pedro Tróia
Publicado em 28 de Maio, 2026
Tempo de leitura: 3 min
Spotify_AI
Neste artigo
  • Uma parceria de peso com a Universal
  • A resposta da indústria e as medidas de protecção

O co-CEO do Spotify, Alex Norström, veio a público defender a expansão da plataforma no domínio da música gerada por inteligência artificial. Numa entrevista recente ao jornal Financial Times, o executivo descreveu as novas funcionalidades como alternativas legais e controladas face ao conteúdo não regulamentado que inunda a Internet.

Uma parceria de peso com a Universal

A justificação surge dias após a empresa sueca assinar um acordo com a Universal Music Group. O objectivo é disponibilizar uma ferramenta de IA generativa para os subscritores Premium, permitindo a criação de remisturas e versões de temas de artistas que aceitem participar. Norström garantiu que os músicos vão ser devidamente compensados e que tudo funciona mediante o seu consentimento.

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Esta aposta na inteligência artificial não se limita apenas à música, já que a empresa tem vindo a expandir as suas capacidades noutras áreas de áudio, um caminho que ficou claro quando o Spotify lança Studio para criar podcasts com inteligência artificial e desafia NotebookLM.

A perspectiva de transformar uma única canção em dez mil versões únicas agradou aos investidores, o que fez as acções da plataforma subir 18%. No entanto, a indústria criativa não partilha do mesmo entusiasmo. Fãs e músicos têm criticado a decisão, apelidando grande parte deste conteúdo sintético de “lixo” (ou slop, no termo original em inglês). Segundo o site TechSpot, o compositor e defensor dos direitos dos artistas Ed Newton-Rex alertou que, se os utilizadores puderem partilhar estas faixas livremente, a plataforma corre o risco de ficar inundada, o que vai prejudicar os criadores humanos.

A resposta da indústria e as medidas de protecção

Para tentar separar as águas, o serviço de streaming introduziu o selo “Verified by Spotify”, destinado a distinguir criadores humanos de contas geradas por IA. A plataforma compromete-se a remover faixas e episódios que imitem artistas sem permissão.

Outras empresas do sector também estão a tomar medidas rigorosas. O Deezer, por exemplo, identifica todo o conteúdo artificial e remove-o das recomendações algorítmicas, revelando que uma grande percentagem dos uploads diários já tem origem em ferramentas como o Suno e o Udio. Estas duas startups, aliás, enfrentam processos judiciais movidos por gigantes como a Universal e a Sony, que as acusam de usar música protegida por direitos de autor para treinar os seus modelos sem autorização. A Sony está mesmo a desenvolver tecnologia capaz de detectar material protegido embutido em faixas geradas por IA.

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Etiquetas:MúsicaSpotify
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