Embora a arquitectura Zen 6 ainda não tenha chegado ao mercado, os rumores sobre a sua sucessora já começaram a circular. Segundo o site Notebookcheck, as primeiras informações sobre os novos chips Zen 7 da AMD já são conhecidas. De acordo com o canal Moore’s Law is Dead, os primeiros processadores a ver a luz do dia serão os modelos Epyc, conhecidos pelo nome de código Florence, que devem ser lançados entre 2027 e 2028. O modelo topo de gama desta linha vai impressionar ao incluir uns incríveis 288 núcleos físicos.
Especificações técnicas e memória cache
No que diz respeito ao mercado de consumo, os processadores baseados na arquitectura Zen 7 devem chegar um ano depois das versões para servidores. Como avança o site Ctee (Commercial Times), um único CCD (Core Complex Die) da geração Zen 7 terá a capacidade de suportar até dezasseis núcleos. Além disso, esta estrutura vai integrar até 224 MB de memória cache L3, com recurso a um módulo 3D V-cache.
A parceria com a TSMC e a Samsung
Para a produção dos CCDs Zen 7, que receberam o nome de código Grimlock, a AMD planeia utilizar o processo de fabrico A14 da TSMC. Ao contrário do que acontece com o processo 18A da Intel, a tecnologia A14 da TSMC não vai suportar a entrega de energia pela parte traseira do chip (backside power delivery), uma melhoria que deve chegar apenas numa revisão futura. Ainda assim, a arquitectura Zen 7 vai tirar partido de tecnologias de ponta como o FOPLP (Fan-Out Panel-Level Packaging) para garantir um funcionamento mais eficiente, ideal para quem passa horas a navegar no browser ou a jogar.
A AMD junta-se assim a empresas como a Apple na adopção do processo A14. Contudo, os custos elevados das wafers A14 obrigam a fabricante a procurar alternativas para manter os preços competitivos. Segundo o analista sul-coreano Jukan, a Samsung Foundry conseguiu garantir algumas encomendas da AMD. É bastante provável que componentes menos críticos, como o chip de entrada e saída (IO die) e a Infinity Fabric, passem a ser fabricados nas linhas de produção da Samsung. Esta estratégia de diversificação também poderá abranger os processadores para portáteis.