A Acer anunciou recentemente que a sua estação de trabalho Veriton GN100 AI Mini Workstation vai servir como plataforma oficial de hardware para a hackathon The Spark Hack Series New York. O evento, apresentado pela Nvidia, decorre entre 10 e 12 de Abril de 2026. De acordo com a empresa, esta ocasião serve para demonstrar as novas funcionalidades do equipamento, que passa a incluir suporte para o NVIDIA NemoClaw e integra a nova plataforma Acer Sense Pro, destinada à gestão centralizada de sistemas.
Escalabilidade e desempenho de hardware
A arquitetura do Acer Veriton GN100 baseia-se na plataforma NVIDIA DGX Spark e integra o superchip NVIDIA GB10 Grace Blackwell. Este hardware foi concebido para disponibilizar um desempenho de inteligência artificial de classe de servidor num formato compacto. O equipamento oferece até 1 PetaFLOP de desempenho de IA FP4 e 128 GB de memória unificada.
Uma das principais actualizações reveladas esta semana é a capacidade de ligação entre múltiplos sistemas. O Veriton GN100 suporta agora a interligação de até quatro unidades através de um switch RoCE de 200 GbE. Esta alteração duplica o limite anterior de dois sistemas, o que permite aos programadores executar modelos de inteligência artificial substancialmente maiores. Segundo a documentação técnica, a capacidade máxima passa de 405 mil milhões para até 700 mil milhões de parâmetros. Este aumento de capacidade destina-se a facilitar a inferência local avançada e a executar tarefas complexas, ao mesmo tempo que mantém a privacidade dos dados e o controlo dos custos associados à implementação local.
Integração com NVIDIA NemoClaw
A estação de trabalho suporta agora o NVIDIA NemoClaw, uma ferramenta focada no desenvolvimento seguro de agentes autónomos de inteligência artificial. O NemoClaw utiliza modelos de código aberto, como o NVIDIA Nemotron, em conjunto com o ambiente de execução NVIDIA OpenShell.
O OpenShell permite aos programadores executar sistemas autónomos de longa duração dentro de ambientes de teste seguros (sandboxes), sem necessidade de alterar o código das aplicações. Esta compatibilidade abrange plataformas conhecidas como Claude Code, Codex, Cursor e OpenCode.
Estes agentes autónomos conseguem planear trabalho em múltiplas etapas, invocar subagentes especializados e aprender a utilizar ferramentas técnicas através da configuração de fluxos de trabalho. Na prática, as empresas podem equipar os seus colaboradores com ferramentas de inteligência artificial aplicáveis a folhas de cálculo, software de apresentação, desenho assistido por computador (CAD), modelação 3D e produção visual.
A segurança é um elemento central desta arquitectura. Os agentes iniciam a sua actividade sem permissões prévias, e cabe aos programadores aprovar explicitamente o acesso com base em políticas de governação. A NVIDIA indica que esta abordagem garante um controlo rigoroso sobre as acções dos agentes e suporta modelos de inferência local ou híbrida para reduzir a dependência de serviços baseados na nuvem.
Gestão centralizada com Acer Sense Pro
Os utilizadores do Veriton GN100 passam também a ter acesso ao Acer Sense Pro, um software proprietário de gestão de sistemas. Esta aplicação disponibiliza uma interface unificada para monitorizar e resolver problemas de hardware. Através de um painel de controlo, as equipas podem acompanhar em tempo real o estado do processador (CPU), da placa gráfica (GPU), do armazenamento e da memória.
O Acer Sense Pro fornece métricas de desempenho de inferência, nomeadamente Tokens por Segundo (TPS) e Tempo até ao Primeiro Token (TTFT), que são mostradas em gráficos de barras verticais para facilitar a análise. As ferramentas de avaliação de contexto ajudam os programadores a equilibrar a capacidade de processamento e a latência, de modo a ajustar a experiência de utilização a diferentes cenários.
O software inclui ainda ferramentas de autodiagnóstico, uma base de dados de conhecimento alimentada pela comunidade e um agente local de inteligência artificial para identificar e resolver problemas de hardware de forma privada. As capacidades de avaliação foram optimizadas para tornar a comparação de múltiplos modelos de inteligência artificial mais rápida, o que ajuda a seleccionar o motor mais adequado para cada tarefa.
Desafios da The Spark Hack Series
A hackathon The Spark Hack Series New York é organizada em parceria com a Antler, uma empresa global de investimento em fase inicial. O evento reúne programadores, engenheiros de sistemas e equipas de start-ups para criar soluções baseadas em inteligência artificial com recurso a dados abertos da cidade de Nova Iorque.
A competição divide-se em três percursos distintos que as equipas têm de abordar obrigatoriamente. O primeiro é o desafio do impacto humano, que procura soluções para melhorar a saúde, a segurança e as oportunidades económicas dos residentes. O segundo é o desafio do impacto ambiental, focado na sustentabilidade, na gestão de resíduos, na mobilidade urbana e na optimização do uso de energia. O terceiro é o desafio do impacto cultural, que utiliza dados para expandir o acesso a recursos recreativos e preservar a história dos vários bairros da cidade.
O evento vai contar com a participação de até 40 equipas, compostas por três a quatro elementos, que vão utilizar o Veriton GN100 durante a competição. As três equipas vencedoras vão receber uma unidade da estação de trabalho como prémio. A Acer refere que o equipamento já se encontra disponível no mercado global, com preços e especificações a variar consoante a região.