Os computadores actuais são máquinas complexas e poderosas e embora sejam hoje muito mais fáceis de usar do que no passado, e se assemelhem em alguns aspectos aos smartphones devido à ligação automática de acessórios e aos serviços na cloud, a sua potência traz desafios. Um desses desafios é a aparente (e muitas vezes real), perda de desempenho de um PC Windows quando fica ligado 24 horas por dia, sete dias por semana. E são cinco os factores principais a contribuir para este problema de desempenho.
Os cinco motivos que afectam o desempenho
O primeiro factor prende-se com as fugas de memória. Algumas aplicações têm erros de código que falham ao libertar a memória RAM depois de a máquina executar as tarefas relacionadas com essas aplicações. Os programadores tentam resolver estas falhas, mas o impacto pode acumular-se de forma silenciosa. Se estiver, por exemplo, a editar vídeo, estas fugas reduzem drasticamente a memória disponível, uma vez que a edição de vídeo é das tarefas que exigem mais recursos.
Em segundo lugar, o sistema pode ficar sobrecarregado com processos “zombie”. Estes pertencem a programas que não fecharam correctamente ou que insistem em abrir vários processos em segundo plano para actualizações, independentemente do que o utilizador está a fazer. O browser Google Chrome e a Adobe Creative Cloud são dos piores exemplos. O Chrome pode consumir vários gigabytes de RAM, o que obriga a forçar o encerramento de processos para obter uma velocidade aceitável.
O terceiro motivo envolve problemas de cache. Como a RAM nem sempre é suficiente, as aplicações e o próprio Windows guardam ficheiros temporários no disco. Quanto mais tempo o computador fica ligado, maior é a probabilidade de acumular lixo informático. Embora o sistema operativo da Microsoft integre opções para limpar dados, um PC que nunca é desligado acumula mais ficheiros desnecessários, o que pode levar a falhas ou erros de sistema.
O quarto ponto é a fadiga do kernel e dos controladores de dispositivos. O kernel é o coração do sistema operativo. A fadiga surge devido a conflitos de recursos e outros erros que se acumulam com o passar do tempo. Reiniciar a máquina periodicamente é essencial para dar ao sistema um estado limpo e optimizado.
Por fim, o quinto factor é a fragmentação de recursos. Com o tempo, a Tabela de Ficheiros Mestre (MFT) do Windows e a memória podem ficar fragmentadas em blocos ineficientes. Esta situação é particularmente grave se o utilizador ainda usa um disco rígido tradicional (HDD). Ao contrário dos SSD, que dependem de memória flash, os HDD precisam de procurar blocos de dados fisicamente através de um prato giratório. As sucessivas escritas espalham os dados e tornam a leitura muito lenta. Nunca deve desfragmentar um SSD sob pena de o desgastar precocemente, mas um HDD precisa deste processo pelo menos uma vez por semana.
A solução mais simples
Para evitar que o computador perca velocidade, a recomendação principal passa por reiniciar a máquina com regularidade. Esta acção simples limpa a memória, encerra os processos “zombie” e dá ao kernel a oportunidade de recomeçar sem conflitos acumulados. Assim, em vez de deixar o equipamento a funcionar de forma ininterrupta, opte por desligar ou reiniciar o sistema para manter a fluidez e garantir que todas as funcionalidades operam nas melhores condições possíveis.