O Centro Nacional de Computação Avançada (CNCA) vai contar com um novo centro de dados no polo universitário de Azurém, em Guimarães, numa infraestrutura considerada «estratégica para o sistema científico e tecnológico nacional».
Este projecto, promovido pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia, representa um investimento de «5,1 milhões de euros» e deverá ficar concluído em Setembro de 2026 – a empreitada está a cargo da DST.
O novo data center foi concebido para receber «equipamentos informáticos avançados ao serviço da investigação e inovação», incluindo sistemas da Universidade do Minho e infraestruturas associadas a redes europeias de supercomputação. O espaço irá também integrar componentes da Rede Ciência, Tecnologia e Sociedade, que assegura a ligação entre instituições de ensino superior e centros de investigação em Portugal.
A criação desta infraestrutura responde à crescente necessidade de capacidade de «processamento e armazenamento de dados em áreas como inteligência artificial, modelação científica, análise de grandes volumes de informação e cibersegurança».
Segundo a DST, este edifício foi desenhado para cumprir requisitos «técnicos exigentes, assegurando condições de eficiência energética, controlo térmico e fiabilidade operacional». A arquitectura inclui soluções «específicas para suportar equipamentos de alta densidade computacional e garantir a continuidade de serviço».
Financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência, no âmbito do investimento ‘Ciência Mais Digital‘, este projecto integra a estratégia nacional de reforço da infraestrutura científica, com o objectivo de «aumentar a autonomia tecnológica e a competitividade internacional de Portugal no domínio da computação avançada».