Um dos grandes argumentos de venda dos processadores Ryzen para computadores desktop é o compromisso da marca com a durabilidade dos sockets para os processadores. Para colocar as coisas em perspectiva, a plataforma AM4, lançada com os processadores Zen originais, celebra dez anos este ano e continua a receber actualizações de chipset e até novos modelos de processadores. Segundo um artigo recente do site HotHardware, a AMD confirmou que a actual geração AM5 vai seguir exactamente a mesma filosofia de suporte a longo prazo.
A promessa de durabilidade
A confirmação surgiu recentemente através de Jack Huynh, vice-presidente sénior e director-geral de Computação e Gráficos da AMD. Num vídeo a destacar o lançamento do processador Ryzen 9 9950X3D2 Dual Edition, o primeiro chip a integrar a funcionalidade 3D V-Cache em ambos os blocos de núcleos, o responsável sublinhou o esforço da empresa para fazer avançar a tecnologia de formas que realmente importam para os utilizadores.
Huynh apontou a linha Threadripper como exemplo e referiu logo de seguida a plataforma AM4, criada para facilitar a actualização dos computadores ao longo de várias gerações. O executivo lembrou que, ao celebrar o seu décimo aniversário este ano, a plataforma continua a ser suportada por uma linha extensa de processadores a alimentar milhões de sistemas em todo o mundo. A mesma filosofia vai continuar a ser aplicada ao encaixe AM5.
De acordo com o representante da marca, esta postura não é apenas uma mensagem de marketing, mas sim um compromisso real para proteger os investimentos dos clientes e dar aos entusiastas uma base que possa crescer com eles.
O caminho para as próximas gerações
A história recente mostra que a AMD cumpre o que promete. A plataforma AM4 abrangeu várias gerações de processadores, desde a arquitectura Zen original até à Zen 3. Com a chegada da memória DDR5, a fabricante introduziu a nova plataforma AM5 para as arquitecturas Zen 4 e Zen 5.
A grande novidade para os consumidores é que a próxima geração também está garantida. Já se sabe que os futuros processadores baseados na arquitetura Zen 6 vão ser compatíveis com as motherboards AM5 actuais, o que significa que a compra de uma nova placa principal vai acabar por ser opcional e não obrigatória.
Apesar de a arquitectura Zen 3 ter marcado o fim de linha principal para a AM4, a AMD continuou a disponibilizar opções para o encaixe mais antigo. No passado mês de Setembro, a marca lançou o Ryzen 5 5600F e, no verão anterior, lançou processadores com custos mais baixos com 3D V-Cache para jogos, destinados a quem ainda usa a plataforma anterior.
O impacto no mercado dos processadores
A longevidade das plataformas é um ponto de orgulho válido para a AMD. A grande questão que se coloca agora é se a Intel vai acabar por seguir o mesmo caminho. A rival da AMD deu sinais recentemente de que pretende abrandar as mudanças de sockets para os futuros chips, algo que pode começar a acontecer com a geração Nova Lake.
Se este cenário se confirmar, será uma grande vitória para os consumidores. A escolha entre as duas gigantes da tecnologia passaria a depender apenas do preço, do desempenho e das funcionalidades oferecidas, sem que a necessidade de trocar de motherboard a cada nova geração precisasse de ser tida em conta na altura de comprar um computador novo para executar tarefas exigentes.