Portugal continua entre os países europeus com «maior consumo de conteúdos ilegais online», com cerca de «33% acima da média europeia». Entre Abril de 2024 e Março de 2025, «registaram-se 1,29 mil milhões de visitas a websites de pirataria», segundo o Relatório de Actividades 2025 da FEVIP (Associação Portuguesa de Defesa de Obras Audiovisuais).
No mesmo período, foram bloqueados «cerca de 182 milhões de conteúdos ilegais». O streaming ilegal mantém-se como «principal foco», com 1504 sites bloqueados em 2025, dos quais «mais de 1300 cessaram actividade».
Na área de filmes e séries, foram apresentados «360 pedidos de bloqueio, tendo resultado no encerramento definitivo de 139 plataformas». Em paralelo, foram identificados «centenas de grupos em redes sociais e aplicações de comunicação dedicados à partilha ilegal».
Pela primeira vez, a FEVIP avançou também para o bloqueio de serviços IPTV, com «175 websites associados a estas ofertas, dos quais 39» chegaram ao fim. Entre 2017 e Março de 2025, registaram-se cerca de «8,4 mil milhões de visitas a websites ilegais em Portugal».
O relatório aponta ainda para uma «mudança nas redes de pirataria», com uma «menor presença de plataformas globais e maior dispersão por serviços especializados».
A FEVIP defende o «reforço da cooperação entre entidades públicas, autoridades e sector tecnológico», e alerta para o «tempo médio de três a quatro meses na implementação de bloqueios, o que permite a adaptação dos infractores».