Portugal prepara-se para colocar em órbita seis novos satélites a partir da base espacial de Vandenberg (Califórnia, EUA), no âmbito da missão Transporter-16. O lançamento, que pode ser acompanhado em directo, está marcado para as 12:02 e vai ser feito com a SpaceX.
Dois destes satélites foram desenvolvidos pela Força Aérea Portuguesa; e pelo CEiiA, em colaboração com a N3O (NewSpace Earth Observation Orbital Objects, uma integradora portuguesa), a Geosat e vários «parceiros internacionais». Esta dupla vai reforçar as capacidades nacionais de observação da Terra na Constelação do Atlântico, que já tem três satélites em órbita (serão cinco).
O da Força Aérea Portuguesa (FAP) vai dar «capacidade de observação em quaisquer condições meteorológicas, de dia e de noite» para «reforçar a monitorização contínua, a vigilância persistente, a consciência situacional e a segurança nacional. Neste caso, a aplicação será em «missões militares, segurança marítima e protecção da Zona Económica Exclusiva portuguesa», explica o consórcio New Space Portugal.
Da parte do CEiiA e da N3O, segue para o Espaço o VHRLight NexGen, o «segundo de dois satélites ópticos desta geração». Este modelo consegue «captar imagens da superfície terrestre com resolução de «setenta centímetros por pixel, com recurso a tecnologia multiespectral». O objectivo é «observar áreas de interesse com uma recorrência aproximada de três horas».
Segundo o New Space Portugal, os dados recolhidos por estes satélites destinam-se ao «desenvolvimento de soluções em áreas como resposta a catástrofes, agricultura de precisão, monitorização ambiental, mapeamento de carbono, segurança e defesa».
Finalmente, no foguetão da SpaceX estarão ainda quatro satélites da LusoSpace que ficam integrados na Constelação Lusíada, cujo foco será na «monitorização e no reforço das comunicações no domínio marítimo». Em resumo:
1 satélite da FAP para vigilância no campo da segurança nacional
1 satélite do CEiiA/N3O com tecnologia multiespectral
4 satélites da LusoSpace para comunicações marítimas
Em paralelo, estão ainda em desenvolvimento mais dois satélites ópticos de ‘Muito Alta Resolução’, no âmbito de uma parceria entre o CEiiA, a N3O e a alemã OHB, num projecto que visa «reforçar a capacidade tecnológica e industrial nacional na observação da Terra». Para já, ainda não há data de lançamento confirmada para estas unidades.