A Google acaba de revelar todos os detalhes sobre o seu mais recente smartphone de gama média, o Pixel 10a. Com um lançamento agendado para o próximo dia 5 de Março, o novo dispositivo surge como uma evolução incremental, mas estratégica, do modelo anterior. Embora a estética se mantenha fiel às linhas introduzidas no ano passado, a gigante tecnológica decidiu focar-se em melhorias pontuais na durabilidade, na luminosidade do ecrã e na eficiência do carregamento, mantendo um preço competitivo de 559 euros (128 GB) e de 659 euros (256 GB) que tem definido o sucesso desta linha.
Design minimalista e sem relevos
À primeira vista, o Pixel 10a pode ser facilmente confundido com o antecessor, o Pixel 9a. No entanto, uma observação mais atenta revela uma alteração significativa na traseira do telemóvel. A Google decidiu abandonar de vez o relevo na zona das câmaras. Se no modelo anterior já existia uma redução da icónica “barra” dos Pixel, no 10a o módulo fotográfico está agora totalmente nivelado com o painel traseiro.
Esta escolha de design permite que o dispositivo repouse de forma totalmente plana sobre uma mesa, a eliminar qualquer oscilação durante o uso. Além da estética, a construção demonstra uma preocupação ambiental crescente. O chassis de alumínio é fabricado com material 100% reciclado, enquanto o painel traseiro de plástico integra 81% de componentes reciclados. No total, cerca de 36% do peso do dispositivo provém de materiais reaproveitados, incluindo tungsténio, cobalto e cobre.
Ecrã mais brilhante e resistente
Uma das actualizações mais bem-vindas reside no painel frontal. O Pixel 10a mantém as 6,3 polegadas do ecrã pOLED com uma taxa de actualização adaptativa de 120 Hz, mas a capacidade de iluminação recebeu um incremento notável. O novo modelo consegue atingir um pico de brilho de 3000 nits, um valor idêntico ao do modelo base do Pixel 10 e superior aos 2700 nits do Pixel 9a. Esta melhoria visa facilitar a visualização de conteúdos sob luz solar directa, um dos pontos onde os utilizadores mais exigem performance.
A protecção do vidro também subiu de patamar. Após várias gerações a utilizar o antigo Corning Gorilla Glass 3, a Google optou finalmente pelo Gorilla Glass 7i. Esta mudança promete uma resistência superior a riscos e a quedas acidentais, a conferir uma longevidade maior a um equipamento que se destina a durar vários anos nas mãos do consumidor.
O dilema do processador Tensor G4
Numa decisão que marca uma rotura com a tradição da linha A, a Google optou por não equipar o Pixel 10a com o processador mais recente da marca. Em vez de receber o novo Tensor G5, o dispositivo mantém o Tensor G4 que já fazia funcionar o Pixel 9a. A empresa justifica esta escolha com a necessidade de equilibrar o desempenho e a acessibilidade económica, a evitar uma subida de preço num mercado cada vez mais inflacionado.
A acompanhar o processador estão 8 GB de memória RAM e opções de armazenamento de 128 GB ou 256 GB. Embora o Tensor G5 represente um salto tecnológico maior, o G4 continua a ser uma unidade capaz de lidar com as tarefas quotidianas e com as exigências da inteligência artificial da Google. É importante notar que o Pixel 10a chegará ao mercado já com o Android 16 instalado, a garantir sete anos de actualizações de sistema operativo e de segurança, o que coloca este modelo num patamar de suporte difícil de igualar pela concorrência directa.
Fotografia com novos truques de software
No que toca ao hardware fotográfico, a Google decidiu não mexer no que já funcionava bem. O Pixel 10a mantém o sensor principal de 48 megapixels com abertura f/1.7 e estabilização ótica, acompanhado por uma lente ultra grande angular de 13 megapixels. A câmara frontal para selfies permanece também nos 13 megapixels.
A verdadeira evolução acontece no processamento e nas funcionalidades de software. O novo modelo introduz o suporte para o “Auto Best Take” e o “Camera Coach”, ferramentas que utilizam algoritmos avançados para garantir que todos os elementos numa fotografia de grupo estão a sorrir ou para ajudar o utilizador a enquadrar melhor as suas capturas. Estas funcionalidades, até agora ausentes no Pixel 9a, reforçam a ideia de que a experiência Pixel reside tanto no software como no hardware.
Carregamento e autonomia reforçados
A bateria de 5100 mAh promete uma autonomia superior a 30 horas em uso normal, podendo estender-se até às 120 horas com o modo de poupança extrema activado. No entanto, a grande novidade reside na velocidade de carregamento por cabo. O Pixel 10a suporta agora até 30 W de carregamento rápido, um aumento face aos 23 W do modelo anterior. Segundo os dados oficiais, é possível carregar 50% da bateria em cerca de 30 minutos, desde que se utilize um adaptador de 45 W compatível.
O carregamento sem fios também recebeu um pequeno ajuste, a passar de 7,5 W para 10 W. Apesar desta melhoria, a Google decidiu não incluir a tecnologia magnética Qi2, o que poderá desapontar alguns entusiastas que esperavam uma compatibilidade nativa com acessórios magnéticos semelhantes ao ecossistema MagSafe da Apple.