O acordo de quase mil milhões de dólares entre a Disney e a OpenAI começa a dar os seus “frutos”, sob a forma de danos colaterais. A empresa que recentemente elegeu Josh D’Amaro como CEO impediu formalmente a Google de gerar imagens com a sua propriedade intelectual (IP).
Desta forma, Gemini e Nano Banana passam a ficar impedidos de criar conteúdos com as personagens da Disney, do Mickey aos super-heróis da Marvel. Isto surge depois de a empresa de entretenimento ter enviado, em Dezembro, uma notificação formal à Google, acusando-a de permitir que os seus modelos funcionassem como uma espécie de «plataforma automática de distribuição de IP sem licença».
A empresa defende que a produção massiva destas imagens constitui uma «reprodução não autorizada de obras protegidas» e questiona também a utilização de «material sujeito a direitos de autor no treino» do Gemini.
Entre as exigências apresentadas pela Disney estavam a «suspensão imediata da criação de imagens não licenciadas, o fim do recurso à sua propriedade intelectual para treinar sistemas de IA e a implementação de mecanismos que impeçam usos futuros indevidos», escreve o TechRadar.
Tentámos pedir ao Nano Banana que criasse uma imagem com personagens da Disney e, de facto, esta plataforma de IA não o fez e justificou-se: «Não é possível gerar uma resposta a este pedido devido às restrições da Google relacionadas com conteúdo de terceiros».
Questionado directamente sobre esta proibição, o Nano Banana deu mais pormenores: «Personagens protegidas por direitos autorais (como o Mickey, o Homem de Ferro ou outros ícones da Disney e Marvel) entram em uma zona cinzenta de restrições de segurança e políticas de uso (…) sigo diretrizes que evitam a geração direta de réplicas exatas de propriedades intelectuais famosas para evitar problemas de copyright».