A sucessora da Nintendo Switch começa a desenhar o seu futuro no mercado, e as notícias que chegam do lado dos títulos que não vêm do estúdio da Nintendo são extremamente animadoras para os entusiastas da tecnologia e do gaming portátil. Com a confirmação de títulos de grande envergadura técnica, como Final Fantasy VII Rebirth e Indiana Jones and the Great Circle, a mais recente consola da Nintendo parece estar pronta para reduzir o fosso geracional que separava a sua antecessora das plataformas da Sony e Microsoft.
O regresso da Bethesda
A relação entre a Bethesda e a Nintendo tem sido frutuosa desde o lançamento de Skyrim e dos reboots de DOOM e Wolfenstein na Switch original. Para a nova geração, a editora, agora sob a alçada da Microsoft, não vai abrandar o ritmo. O primeiro grande destaque é a chegada de Fallout 4 Anniversary Edition, agendada já para o dia 24 de Fevereiro. Embora seja um título com alguns anos, a sua escala e densidade servirão como um excelente cartão-de-visita para as capacidades de processamento da nova máquina.
Contudo, as atenções estão centradas em títulos mais exigentes. Indiana Jones and the Great Circle, uma das grandes apostas da Bethesda para Xbox e PC, tem lançamento previsto na Switch 2 para 12 de Maio de 2026. A este junta-se a muito aguardada remasterização de The Elder Scrolls IV: Oblivion, que deverá chegar na segunda metade de 2026. Estes dois títulos, descritos como “obras-primas gráficas”, representam um desafio técnico considerável para um formato portátil, sugerindo que a Switch 2 poderá contar com tecnologias de upscaling avançadas, possivelmente baseadas no DLSS da NVIDIA.
O desafio técnico de Final Fantasy VII Rebirth
A Square Enix também confirmou o seu apoio à nova plataforma durante um recente Nintendo Direct. Final Fantasy VII Rebirth, a segunda parte da ambiciosa trilogia de recriação do clássico de 1997, chegará à Switch 2 no dia 3 de Junho de 2026. Este lançamento ocorre apenas seis meses após a chegada de Final Fantasy VII Remake à mesma consola, demonstrando uma estratégia de lançamentos rápidos para actualizar o catálogo.
Do ponto de vista técnico, Rebirth é um jogo significativamente mais vasto e complexo do que o seu antecessor. Relatos de demonstrações iniciais indicam que o desempenho e a resolução podem sofrer algumas flutuações, algo expectável dada a fidelidade visual do título na PlayStation 5. Outro ponto crítico para os utilizadores será o armazenamento: estima-se que o jogo possa ocupar mais de metade do espaço interno da consola, o que reforça a necessidade de cartões de memória microSD de alta velocidade.
O que esperar do desempenho
A inclusão destes títulos no catálogo de lançamento e pós-lançamento da Switch 2 é um indicador claro do salto de desempenho. Se a consola original dependia de “milagres” de optimização para correr jogos como The Witcher 3, a nova arquitectura parece estar muito mais próxima dos padrões modernos de desenvolvimento.
Embora as transmissões iniciais tenham mostrado alguma instabilidade na taxa de actualização do ecrã, é importante notar que os jogos ainda se encontram em fase de optimização. O sucesso destes ports dependerá não apenas do poder bruto do GPU, mas da eficiência com que a Nintendo e os seus parceiros conseguirem implementar soluções de reconstrução de imagem para manter a fluidez necessária num dispositivo que se quer híbrido.