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PCGuia > Notícias > Software > Lá se vai a RAM toda: a Google quer que o Chrome arranque com o Windows
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Lá se vai a RAM toda: a Google quer que o Chrome arranque com o Windows

A Google está a testar uma nova opção no Chrome Canary que permite ao browser iniciar automaticamente com o Windows. Embora conveniente para alguns, a funcionalidade levanta sérias preocupações sobre o consumo de memória RAM e a lentidão no arranque do PC.

Pedro Tróia
Publicado em 28 de Janeiro, 2026
Tempo de leitura: 5 min
Chrome
Foto de Rubaitul Azad na Unsplash
Neste artigo
  • Uma faca de dois gumes no arranque do sistema
  • A eterna questão da gestão de recursos
  • Disponibilidade e o futuro da funcionalidade

A Google está a testar uma nova funcionalidade no Chrome que permite ao browser iniciar automaticamente assim que o utilizador liga o computador e entra no sistema operativo. A opção, detectada recentemente na versão experimental Canary para Windows, visa agilizar o fluxo de trabalho de quem depende quase exclusivamente da web para as suas tarefas diárias. No entanto, a novidade está a gerar um debate aceso na comunidade tecnológica devido ao histórico de elevado consumo de recursos do browser e ao impacto que esta decisão pode ter na velocidade de arranque dos PC com Windows 10 e 11.

Uma faca de dois gumes no arranque do sistema

A descoberta foi feita pelo conhecido entusiasta e “leaker” Leopeva64, que identificou um novo interruptor nas definições do Chrome Canary. Localizada no menu “No arranque” (On startup), a opção “Abrir o Chrome quando o meu computador iniciar” permite que uma janela do browser seja aberta de forma nativa pelo sistema assim que o ambiente de trabalho fica disponível.

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Embora o Windows já permita, através do Gestor de Tarefas, configurar manualmente quais as aplicações que arrancam com o sistema, a integração directa desta funcionalidade nas definições do Chrome sugere que a Google quer tornar o processo mais acessível ao utilizador comum. Para profissionais que utilizam aplicações SaaS (Software as a Service), ferramentas de gestão de projectos ou webmail como ferramenta principal de trabalho, esta automatização pode poupar segundos preciosos e cliques repetitivos todas as manhãs.

Contudo, o que para uns é conveniência, para outros é um risco de desempenho. O arranque do Windows é um dos momentos mais críticos para o hardware, onde o processador e a unidade de armazenamento (SSD ou HDD) estão sob carga máxima a carregar serviços essenciais. Adicionar o Chrome, conhecido pela sua arquitectura que lança vários processos em simultâneo, a este momento inicial pode resultar num sistema mais lento e menos responsivo durante os primeiros minutos de utilização.

A eterna questão da gestão de recursos

O Google Chrome mantém, há anos, a reputação de ser um “devorador” de memória RAM. Embora a Google tenha introduzido recentemente funcionalidades como o “Poupança de Memória” para mitigar este problema, a perspectiva de ter o browser a ocupar recursos logo após o boot do sistema operativo é preocupante, especialmente em máquinas com especificações mais modestas.

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Fontes do sector apontam para uma “crise da RAM” iminente, com o aumento dos preços dos componentes e a tendência de alguns fabricantes em manter os 8 GB de RAM como base em portáteis de entrada de gama. Num cenário onde o sistema operativo já consome uma fatia considerável da memória disponível, a execução automática do Chrome pode levar a situações de “swapping” (uso do disco como memória virtual), o que degrada significativamente a experiência de utilização.

É importante notar que, nas versões de teste actuais, esta funcionalidade parece estar desactivada por defeito. A Google parece estar a adoptar uma postura cautelosa, optando por uma distribuição gradual para avaliar o impacto nos sistemas dos utilizadores antes de decidir se a funcionalidade transita para a versão estável, utilizada por centenas de milhões de pessoas.

Disponibilidade e o futuro da funcionalidade

Até ao momento, a funcionalidade foi apenas avistada no canal Canary, a versão de desenvolvimento mais instável do Chrome. Isto significa que a Google pode ainda alterar o funcionamento da ferramenta ou até desistir da sua implementação se os dados de telemetria indicarem uma degradação excessiva da performance do Windows.

Para os utilizadores que desejam verificar se já têm acesso a esta opção, o caminho é Definições > No arranque. Caso a opção esteja disponível, recomenda-se cautela: se o seu computador possui menos de 16 GB de RAM ou se utiliza um disco rígido mecânico (HDD), permitir que o Chrome arranque com o sistema poderá transformar o início do seu dia de trabalho numa experiência de lentidão indesejada.

Esta movimentação da Google sublinha a estratégia da tecnológica em tornar o Chrome o centro nevrálgico da computação pessoal, quase como um sistema operativo dentro do próprio Windows, independentemente dos custos de hardware que isso possa acarretar para o utilizador final.

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Etiquetas:ChromeWindows
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