Portugal entrou oficialmente no “clube” das nações que querem deixar uma marca na nova corrida ao Espaço. O País, representado por Hugo Costa, director executivo da Agência Espacial Portuguesa, assinou os Acordos Artemis e torna-se no 60.º membro deste grupo criado pela NASA.
O objectivo é, segundo um conjunto de princípios, preparar um plano para fazer uma «exploração responsável da Lua, de Marte e de outros destinos além da órbita terrestre» – é quase uma referência à expressão de Buzz Lightyear, em Toy Story, que passou a fazer parte da cultura pop: «Para o infinito e mais além».
Para a administração norte-americana, o alargamento dos Acordos Artemis confirma uma nova fase de ambição partilhada: «Portugal junta-se a um grupo de nações que está a construir o enquadramento para uma actividade espacial segura, transparente e próspera», afirmou Jared Isaacman, administrador da NASA.
Já Hugo Costa (na foto, com John J. Arrigo, embaixador dos EUA em Portugal) fez um paralelismo entre o futuro e o passado marítimo do País: «Em 2026 o Homem volta à Lua. Isto marca o início de uma nova era da exploração espacial, que faz lembrar os exploradores portugueses do passado, como Fernão de Magalhães e a sua circum-navegação do planeta». O director executivo da Agência Espacial Portuguesa sublinhou que Portugal encara a sustentabilidade no Espaço com «grande cuidado e responsabilidade».
Criados em 2020, durante a primeira administração de Donald Trump, os Acordos Artemis nasceram da iniciativa conjunta dos Estados Unidos, da NASA e do Departamento de Estado norte-americano, numa altura em que «governos e empresas privadas intensificavam o interesse em actividades lunares». O objectivo foi estabelecer, «pela primeira vez, um conjunto de princípios práticos para orientar a exploração espacial civil, num contexto cada vez mais complexo e competitivo», lembra a NASA.