Depois de termos testado auscultadores e earbuds da Baseus com um nome inspirado em David Bowie, chegam-nos uns com um nome mais convencional, que denuncia uma das suas principais características. Estes auriculares de entrada de gama têm, inclusive, argumentos que, no papel, parecem acima do preço, que não passa os trinta euros. O que surpreende mais é o ANC adaptativo: apesar de não igualar soluções mais caras (falta-lhe profundidade no isolamento de sons contínuos, como o ruído de um autocarro ou de um motor), cumpre em escritórios e cafés, onde permite uma abstracção q.b. das conversas de fundo e torna a audição de música mais confortável. Neste caso, o áudio segue a mesma lógica: é equilibrado, com graves presentes, mas controlados, sem que haja distorção evidente. Os agudos não têm a mesma definição de modelos de gama média, mas o resultado global é — como diz o conhecido meme do agricultor — não é muito, mas é trabalho honesto.
Nas chamadas, os seis microfones com processamento por IA dão-lhes um desempenho aceitável: a voz chega clara na maioria dos ambientes, embora em locais com muito vento (experimentámos isto numa tarde agitada, à beira-mar), o algoritmo tenha dificuldade em manter tudo limpo. Ainda assim, para chamadas rápidas no exterior, os BP1 Pro dão conta do recado. A autonomia anunciada pela marca é de 55 horas (como vem na caixa), com recurso ao estojo, claro, mas pela utilização que fizemos não parece cheira que cheguem lá: curiosamente, no site, a marca fala em 30 a 40, algo mais em linha com a realidade. Já os controlos tácteis respondem bem e a app da Baseus continua a ser uma boa ajuda para gerir várias funcionalidades dos auriculares.
Distribuidor: Suprides
Preço: €29,90