Apesar de este ser um modelo tipo concha que muitas pessoas não gostam ou no qual não vêem utilidade, a verdade é este conceito nos agrada, pois podemos ter um smartphone pequeno que depois se transforma num ecrã de dimensão normal. E esta é mesmo uma das áreas em que o Galaxy Z Flip7 se destaca. O habitual recorte no ecrã exterior desapareceu nesta versão, o que proporciona uma maior área de visualização (4,1 polegadas) e o ecrã interno também está maior.
A qualidade dos ecrãs é indiscutível e ambos oferecem boa visualização; o exterior é uma versão melhorada em relação ao Flip6, quer em termos visuais, quer de apps, que evita que estejamos sempre a abrir o smartphone. Já o interior, tanto funciona bem em modo entretenimento para jogos e séries, como para trabalho, por exemplo, para ver emails e documentos. O som é outra área em que este dobrável mantém boas indicações como seria de esperar de um equipamento nesta gama de preço. Em termos de construção, este Samsung tem um design elegante e é robusto: parece-nos que com cada actualização, a marca consegue melhorar visivelmente a experiência de abertura e fecho.
Câmaras e desempenho
O Galaxy Z Flip7 tem uma câmara traseira com um sensor principal de 50 MP e um ultra grande angular de 12 MP, ou seja, mantém as características do seu antecessor. Assim, a câmara principal tira óptimas fotografias no exterior e com boa luz, com muitos detalhes e cores sólidas, tal como a ultra grande angular. No entanto, no interior e à noite, os resultados nem sempre são excelentes. O grande elemento diferenciador deste formato é a possibilidade de tirar fotos e gravar vídeos com o telemóvel dobrado a imitar uma câmara de vídeo antiga.
Nos testes, o Z Flip7 bate o Z Flip6 no desempenho, mas fica atrás do seu actual mais directo concorrente, o Motorola Razr 60 Ultra. A isso não deverá ser alheio o facto de o smartphone ter um processador Exynos 2500, em vez de um Snapdragon da Qualcomm. Na utilização diária, o smartphone funcionou sempre de forma impecável, mas é notório algum aquecimento em jogos mais exigentes que “puxam” mais pelo CPU e GPU.
Na autonomia, apesar de ter uma bateria superior ao modelo anterior continua a perder para o rival. No entanto, dura um dia com tranquilidade. O pior é mesmo que o carregamento rápido é de 25 W e leva quase 1h30m, o que não se justifica num equipamento de mais de mil euros.
Distribuidor: Samsung
Preço: €1099,90
Benchmarks
- AnTuTu: 2 098 003
- 3D Mark Wild Life: 17 613
- GeekBench 6 Single CPU: 2336
- GeekBench 6 Multi CPU: 7881
- GeekBench 6 GPU: 19 080
- PC Mark 3.0 Work: 17 504
- Autonomia: 968 minutos
Ficha técnica
Processador: Exynos 2500 (3 nm)
Memória: 12 GB
Armazenamento: 512 GB
Câmaras: 62 MP (traseiras) + 10 MP (frontal)
Ecrã: 6,9” LTPO AMOLED, 125 Hz (1080 x 2520), 397 ppi + 4,1” Super AMOLED, 120 Hz ( 948 x 1048)
Bateria: 4300 mAh
Dimensões: 166,7 x 75,2 x 6,5 mm
Peso: 188 gr