Temos uma relação de amor/ódio com os relógios inteligentes. ‘Amor’, porque nos oferecem todas as funcionalidades básicas de um smartphone, só que no pulso; ‘ódio’, porque as marcas insistem em incluir tantas funcionalidades que somos obrigados a carregá-los todos os dias, já que a bateria dura cerca de 24 horas, o que não é aceitável para um relógio lançado em 2025. No que toca à bateria, ainda ninguém conseguiu ultrapassar os fabricantes chineses, que oferecem relógios com autonomia para cerca de duas semanas e praticamente todas as funcionalidades dos modelos ocidentais.
O Pixel Watch 4 chega com várias novidades, sobretudo focadas no exercício e no bem-estar. Exemplo disso é o novo sensor de batimentos cardíacos mais preciso e um monitor de pulsações que, caso detecte algum problema, liga automaticamente para o 112, algo que o Apple Watch já tem há alguns anos. Como não podia deixar de ser, também podemos usar o serviço de IA Gemini da Google directamente a partir do pulso.
Este modelo tem um ecrã Actua 360, com um design inspirado numa «gota de água», não-plano, que se eleva ao centro e se inclina nos rebordos; aqui, temos uma maior visibilidade em ângulos extremos, o que dá uma sensação de profundidade semelhante à de um relógio físico. O rebordo é ligeiramente mais pequeno que o do modelo anterior, aumentando a área útil do ecrã; já o brilho aumentou de mil para três mil nits, sempre útil ao ar livre. A autonomia continua a ser a única crítica significativa.
O Pixel Watch 4 funciona cerca de dia e meio antes de entrar no modo de poupança de bateria, o que cria ansiedade no segundo dia; o resultado é termos de fazer carregamentos diários. No que respeita ao software, o Wear OS 6 e o Material 3 Expressive melhoram a experiência de utilização: os botões alongam-se ao rolar, os Tiles transformam-se e utilizam todo o ecrã, dando uma sensação de espaço maior.
Distribuidor: Google
Preço: €449