A visão de um “ecrã azul da morte” (BSOD) num ecrã público tornar-se-á, em breve, uma ocorrência ainda mais rara. A Microsoft anunciou um novo modo de “Sinalização Digital” (Digital Signage), que assegura que um BSOD será visível apenas durante 15 segundos.
Anunciado no evento Ignite 2025, o novo modo foi concebido para ecrãs não interactivos utilizados em locais públicos. Quando activado por um administrador, garantirá que o público possa rir-se e tirar fotografias de ecrãs públicos a mostrar BSOD durante apenas 15 segundos, antes de os ecrãs se desligarem.
A Microsoft escreve que os ecrãs permanecerão a preto até que um administrador utilize o rato ou o teclado dos dispositivos afectados. A funcionalidade pode ser activada através da aplicação Definições do Windows ou de uma chave de registo.
A maioria dos BSOD leva a que os PC se reiniciem quase imediatamente, pelo que a funcionalidade se destina aos casos em que tal não acontece e os alertas persistem. Também assegura que quaisquer caixas de diálogo pop-up a reportar erros, algo que também vemos ocasionalmente em locais públicos, desapareçam em 15 segundos.
O novo modo não está relacionado com o Modo Quiosque, que bloqueia um PC para executar apenas uma aplicação específica ou um conjunto limitado de funções. O Modo Quiosque é utilizado em máquinas como as de check-in de aeroportos e caixas de pagamento automático, enquanto a nova adição da Microsoft se destina a sinalização não interactiva.
Temos visto muitos exemplos documentados de BSOD a aparecer em ecrãs digitais em locais públicos ao longo dos anos. Houve um caso memorável em que o aviso surgiu num ecrã de projecção durante a cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim.
Houve muitos BSOD em exibição pública em 2024, quando a actualização defeituosa da CrowdStrike causou uma falha em larga escala nos sistemas Windows em todo o mundo.
Em Abril, a Microsoft revelou o Quick Machine Recovery, concebido para ajudar as equipas de TI a restaurar remotamente dispositivos Windows 11 que não arrancam – em vez de dependerem apenas de ferramentas de recuperação locais. A Microsoft citou o incidente da CrowdStrike como uma razão para criar a funcionalidade, visto que muitos PC necessitaram de acesso físico ou intervenção manual para resolver o problema.