Numa edição marcada por surpresas e resultados históricos, os Jogos Paralímpicos de Paris 2024 chegaram ao fim a 8 de setembro. Foram 11 dias de ação na Cidade das Luzes, onde o corpo humano demonstrou, mais uma vez, a sua capacidade de determinação e esforço.
Neste artigo, destacamos cinco das principais histórias e resultados que agitaram a competição, além de uma breve análise do quadro de medalhas. Confere tudo o que aconteceu e começa já as análises para 2028. Uma dica? Deixa-as arquivadas para apostar no Verde casino online.
O que são as Paralimpíadas?
A primeira edição das Paralimpíadas aconteceu em 1960, em Roma. Com proporções extremamente reduzidas, os jogos foram realizados no hospital onde o neurocirurgião Ludwig Guttmann trabalhava.
Ludwig dedicou a sua carreira à criação de desportos de alto rendimento para paratletas, e sediar o evento foi um marco na sua trajetória. No entanto, só em 1988 todas as edições dos Jogos Paralímpicos começaram a ocorrer nas mesmas cidades que os Jogos Olímpicos, como aconteceu em Paris.
O objetivo por trás da organização das Paralimpíadas foi a inclusão de pessoas com limitações físicas nos desportos de alto nível, algo que, até então, não acontecia a nível internacional.
Os momentos mais marcantes das Paralimpíadas de Paris 2024
Momentos de superação, inclusão social, conflitos geopolíticos e romance marcaram estes Jogos. Confere os 5 momentos mais marcantes desta edição.
A primeira atleta paralímpica grávida no lugar mais alto do pódio
Jodie Grinham, para-arqueira britânica, surpreendeu o mundo ao anunciar que estava a competir nos nas Paralimpíadas com 28 semanas de gravidez. Para além de comover o público, o seu esforço incrível rendeu frutos: a atleta conquistou ouro na equipa mista de arco composto.
Este feito tornou Jodie a primeira medalhista paralímpica a ganhar ouro estando grávida, faltando apenas 2 meses para o nascimento do seu segundo filho. Muita saúde para o bebé, Jodie!
Ezra Frech, a nova superestrela paralímpica
Com apenas 19 anos, o paratleta conquistou duas medalhas de ouro, no atletismo e no salto em comprimento. Nesta segunda modalidade, bateu o recorde paralímpico e encantou o mundo ao posar com a bandeira dos EUA.
Em entrevista, o atleta admitiu que o seu foco está agora nas Paralimpíadas de Los Angeles 2028, onde pretende ganhar três medalhas de ouro e ser o orgulho da sua cidade natal.
Oksana Masters, vítima da catástrofe de Chernobyl
Nascida na região de Chernobyl, Oksana tem limitações físicas decorrentes da radiação que sofreu durante a gestação da sua mãe. Ao nascer, foi abandonada pelos pais e viveu os seus primeiros anos em situação de vulnerabilidade social.
A sua vida mudou quando foi adotada por um professor americano e se mudou para os EUA. Lá, teve acesso a uma cirurgia de amputação das pernas e começou a treinar com a equipa de paratletismo do país.
Representando a sua segunda nação, a atleta conquistou dois bronzes em Paris, somando ao todo 9 ouros, 7 pratas e 4 bronzes ao longo da sua carreira. Vale lembrar que Oksana alcançou este feito competindo no remo, biatlo, ciclismo e esqui cross-country.
Atletas de territórios anexados ou em conflito
Os Jogos Paralímpicos de 2024 também ficaram marcados pela presença de paratletas vindos de territórios anexados ou em guerra. Dois nomes chamaram a atenção por representarem os seus países pela primeira vez: Kesete Weldemariam, da Eritreia, e Ongiou Timeon, do Kiribati.
Outro grande feito foi a primeira medalha do Nepal, conquistada por Palesha Goverdhan, uma jovem taekwondista de apenas 21 anos.
Amor no ar: as propostas de casamento!
O corredor italiano Alessandro Ossola chocou o Stade de France ao terminar a prova e continuar a correr até à plateia. Enquanto muitos não sabiam o que estava a acontecer, Alessandro encontrou a sua cara-metade, Arianna Mandarandoni, ajoelhou-se e fez o pedido de casamento.
Infelizmente, Alessandro não ganhou nenhuma medalha, terminando a prova em quinto lugar. Felizmente, recebeu um sonoro “sim” da sua companheira. Muitas felicidades ao casal!
O Quadro de Medalhas
Portugal, uma vez mais, não se destacou no quadro de medalhas. O país conquistou apenas 7 medalhas, sendo 2 de ouro, 1 de prata e 4 de bronze. Este resultado colocou-nos na 43.ª posição, muito abaixo do potencial dos nossos atletas.
Já o Brasil, o nosso país irmão, brilhou ao alcançar o quinto lugar no quadro geral de medalhas de ouro e o quarto no total de conquistas. No total, foram 89 medalhas, sendo 25 de ouro, 26 de prata e 38 de bronze.
Os outros países de língua portuguesa também não tiveram grande destaque na competição, com Cabo Verde a ser o único representado no quadro, embora sem conquistar medalhas.
A Portugal resta, nos próximos anos, trabalhar as camadas de formação e reverter esta situação. O investimento em paradesporto é essencial para que cidadãos portugueses com limitações físicas possam ser incluídos no desporto de alto rendimento.
