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PCGuia > Opinião > O Que Vem à Rede > O que matou a estrela do YouTube?
O Que Vem à RedeOpinião

O que matou a estrela do YouTube?

Alexandre Gamela
Publicado em 21 de Setembro, 2019
Tempo de leitura: 2 min

O suicídio de um YouTuber norte-americano lançou o debate sobre a saúde mental das estrelas online. Há miúdos que querem ser youtubers. Não vou questionar isso, as minhas opções de carreira na idade deles eram ser astronauta e/ou avançado do Benfica, ambas perfeitamente válidas na altura.

Mas lidar com o abuso dos trolls e com as pressões do estrelato online, muito mais solitário que estrelatos de outro tipo, é algo que a maioria de nós não sabe fazer. Acho que ninguém sabe ainda. E não é só no YouTube: um estudo de 2017 diz que o Instagram é a pior rede social para a nossa saúde mental, o que é um exagero. O Twitter é bem pior.

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Há instagrammers que ficcionam uma vida que choca com as vidas reais de outros. A frustração é uma sombra que pesa nos dois lados: dos que vivem uma mentira e o sabem; dos que a invejam e se sentem desadequados por ela. E há os que apenas estão na rede e são atacados, porque sim.

Para reduzir o bullying, o Instagram agora pergunta se temos a certeza que queremos postar aquele comentário. O truque é dar tempo para reflectirmos no que estamos a fazer. Mas não chega. É preciso dar apoio e estrutura às estrelas e aos seus seguidores, quer como utilizadores, quer como pessoas.

No YouTube, no Instagram, em qualquer outra rede, o importante é olhar o outro nos olhos, e desenvolver a capacidade que nos ajudou a sobreviver como indivíduos e como espécie: a empatia. Talvez assim os sonhos destes miúdos não se transformem em pesadelos.

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Se não se sentem bem, ou se conhecem alguém que está em sofrimento, procurem ajuda. Em Portugal, podem ligar gratuitamente para o 800 209 899 do SOSVozAmiga.org, entre as nove e a meia-noite. E não precisam de o partilhar nas redes.

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Etiquetas:BullyinginstagramOpiniãoredes sociaisTwitterYouTubeyoutubers
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