A cena de modificações da consola da Sony acaba de receber um dos avanços mais significativos dos últimos anos. O novo exploit baptizado Relapse permite desbloquear a maioria dos modelos normais e Pro da PlayStation 5 através de uma cadeia de vulnerabilidades que se inicia no browser do sistema. Ao garantir acesso de leitura e escrita ao kernel, a ferramenta viabiliza a instalação de software não oficial em equipamentos que operem com as versões de firmware compreendidas entre a 7.00 e a 13.60. Segundo o site TechSpot, esta descoberta transforma o dispositivo numa máquina capaz de contornar as restrições digitais impostas pela fabricante japonesa. O processo demora menos de um minuto a executar e afecta quase todas as unidades vendidas até ao momento.
O acesso ao coração do sistema operativo abre as portas à emulação de outras consolas directamente no hardware de última geração. Os utilizadores já conseguem correr projectos como o ProsperoEden, que leva títulos da Nintendo Switch para o ecrã da sala a 40 fps, ou o PCSX2, capaz de executar clássicos da velha guarda da PS2. Este fenómeno ganha ainda mais força numa altura em que o fim dos lançamentos em disco traz um novo fôlego aos emuladores da PS5 no mercado dos computadores. Para além dos projectos criados para fins de investigação, o desbloqueio abrange jogos recentes de grande orçamento. O aguardado Marvel’s Wolverine, funciona perfeitamente nas máquinas com a versão 13.60 do firmware, dispensando qualquer pagamento às editoras.
New PlayStation 5 jailbreak just dropped. Every PS5 console can now be jailbroken except ones updated in the past week or so. Huge. https://t.co/6FXb4SAcPv
— Lance McDonald (@manfightdragon) September 29, 2026
O obstáculo da actualização recente
Apesar da enorme liberdade proporcionada pelo Relapse, a empresa nipónica já mitigou grande parte do problema para o futuro. A Sony lançou o firmware 14.00 há apenas duas semanas e encerrou definitivamente a falha de segurança explorada por este método. Os jogadores enfrentam agora o clássico dilema inerente a este tipo de modificações de software. Manter a consola presa numa versão antiga garante a preservação do jailbreak e o acesso a cópias não autorizadas, mas impede a ligação aos serviços online. Quem actualizar o equipamento perde o acesso ao exploit instantaneamente, mas recupera o acesso imediato a actualizações de rede e a futuros lançamentos oficiais que exijam obrigatoriamente o sistema operativo mais recente para arrancar.
