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A ler: Investigadores chineses quebram limite de velocidade da fibra óptica com transmissão bidirecional de 3,2 petabits
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PCGuia > Notícias > Internet > Investigadores chineses quebram limite de velocidade da fibra óptica com transmissão bidirecional de 3,2 petabits
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Investigadores chineses quebram limite de velocidade da fibra óptica com transmissão bidirecional de 3,2 petabits

Uma equipa de investigadores chineses estabeleceu um novo recorde mundial de comunicações em fibra óptica, atingindo os 3,2 petabits por segundo bidireccionais. Esta velocidade sem precedentes permite descarregar mais de 20.000 filmes em 4K num único segundo e promete revolucionar os centros de dados de inteligência artificial.

Pedro Tróia
Publicado em 28 de Outubro, 2026
Tempo de leitura: 5 min
20261028_Fibra_óptica
Imagem gerada por IA
Neste artigo
  • A engenharia por trás do novo marco de velocidade
  • O impacto prático na era da inteligência artificial
  • Meio século de evolução até à independência tecnológica

A exigência global por processamento de dados está a aumentar a um ritmo vertiginoso, deixando os padrões de comunicação tradicionais à beira da obsolescência. Para dar resposta a este desafio, uma iniciativa conjunta de investigadores e engenheiros chineses estabeleceu um novo recorde absoluto para as comunicações em fibra óptica em tempo real. A equipa conseguiu enviar uns impressionantes 3,2 petabits por segundo (Pbps) através de uma única fibra óptica. Este valor é de uma transmissão bidireccional, o que significa que o tráfego de dados flui em ambas as direcções em simultâneo sem perda de integridade. O marco actual supera de forma clara a fasquia anterior de 2,5 Pbps, um recorde que tinha sido estabelecido pelo mesmo grupo de especialistas no início deste ano, o que demonstra uma evolução rápida e sustentada na capacidade de transmissão.

A engenharia por trás do novo marco de velocidade

O feito resulta de uma colaboração estreita entre os investigadores do National Key Laboratory of Optical Communication Technologies and Networks da CICT, o Peng Cheng Laboratory e a FiberHome Fujikura. A execução técnica da experiência envolveu a utilização de uma fibra óptica de 24 núcleos ao longo de uma distância física de 10,3 quilómetros. Para alcançar a barreira dos 3,2 Pbps, o sinal óptico foi alvo de uma engenharia de precisão para usar milhares de canais paralelos, distribuídos por três bandas de comprimento de onda distintas. Esta abordagem arquitectónica permite maximizar o espaço físico dentro do cabo, multiplicando as vias pelas quais a informação pode viajar sem sofrer interferências.

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Ao contrário de testes laboratoriais anteriores que atingiram velocidades ainda mais elevadas em configurações semelhantes de 24 núcleos, mas que dependiam de equipamento experimental e dispositivos complexos de processamento de sinal, este projecto teve um foco puramente prático. A equipa baseou-se exclusivamente em módulos ópticos desenvolvidos internamente. O objectivo principal passou por garantir transferências em tempo real capazes de cumprir os rigorosos padrões comerciais actuais, provando que a tecnologia está pronta para dar o salto do ambiente de laboratório para as infraestruturas reais do mercado tecnológico.

O impacto prático na era da inteligência artificial

Para colocar a magnitude de um petabit em perspectiva, basta reter que esta unidade equivale a 1.000 terabits. Em termos práticos, uma ligação de 3,2 Pbps possui a capacidade impressionante de descarregar mais de 20.000 filmes em resolução 4K num único segundo. Os investigadores sublinham que este feito técnico significa que um único cabo de fibra óptica poderia, em teoria, servir as necessidades de banda larga gigabit de 3,2 milhões de lares.

Contudo, a verdadeira urgência para a adopção de canais de dados ao nível dos petabits reside na explosão da indústria da inteligência artificial. As fibras ópticas monomodo tradicionais estão a aproximar-se rapidamente do seu limite de capacidade física, impulsionadas pelos novos centros de dados de IA que geram um tráfego constante e massivo de ida e volta. Além de alimentar os algoritmos avançados, esta tecnologia de conectividade de alto desempenho vai beneficiar a ligação entre centros de computação de grande escala e fornecer a espinha dorsal robusta necessária para suportar os futuros serviços sem fios da rede 6G.

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Meio século de evolução até à independência tecnológica

O momento temporal desta ruptura científica carrega um peso histórico significativo para a nação asiática. A empresa CICT sublinhou que este recorde mundial chega exactamente no ano que assinala o quinquagésimo aniversário da infra-estrutura prática de fibra óptica na China. Recuando até ao ano de 1976, a investigação do país focava-se em filamentos de vidro que mediam apenas 0,2 milímetros de largura, uma realidade distante das complexas redes de múltiplos núcleos de hoje. Passadas cinco décadas, o cenário transformou-se radicalmente. A nação estabelece agora recordes de nível mundial enquanto persegue activamente uma estratégia de total auto-suficiência no sector das tecnologias de informação.

O reconhecimento global deste avanço tecnológico é inegável. O trabalho da equipa de investigação foi oficialmente seleccionado para a edição de 2026 da Optical Fiber Communication Conference, um dos palcos mais prestigiados do sector de telecomunicações. Como corolário deste sucesso prático, os engenheiros receberam um convite formal para publicar os resultados detalhados da sua pesquisa numa revista científica, validando de forma definitiva a robustez desta tecnologia bidireccional perante a comunidade académica e a indústria global.

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Etiquetas:Fibra Óptica
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