A Amazon actualizou o portefólio de dispositivos para casas inteligentes com cinco novos equipamentos desenhados para tirar partido da mais recente versão da assistente virtual Alexa. O novo alinhamento foca-se em interacções mais orgânicas e na capacidade de processamento local. A nova gama inclui colunas com sensores visuais e dispositivos com ecrãs de grandes dimensões. A fabricante norte-americana integrou o processador proprietário AZ3 nestes modelos, uma alteração de hardware que, segundo o site Android Headlines, já levou os consumidores a interagir duas a três vezes mais com a inteligência artificial da marca.
O cérebro da casa e a expansão do som espacial
O popular Echo Dot recebeu uma remodelação interna profunda, passando a integrar um concentrador de casa inteligente com suporte nativo para os protocolos Zigbee, Thread e Matter. Esta alteração permite controlar directamente lâmpadas, fechaduras e termóstatos. O equipamento funciona ainda como um extensor de rede para sistemas eero Wi-Fi, capaz de adicionar quase cem metros quadrados de cobertura a uma habitação. A nova coluna incorpora um quarto microfone direccional e um algoritmo de redução de ruído optimizado, elementos cruciais para isolar comandos de voz em ambientes ruidosos. A Amazon introduziu também a funcionalidade Voice ID para reconhecer diferentes vozes na mesma casa, fixando o preço de lançamento nos 90 euros em Portugal através da Worten.

Para os audiófilos, a empresa revelou o Echo Studio com Home Camera por $249,99 (cerca de 225 euros). A grande novidade deste modelo de topo é a inclusão de uma lente que fornece contexto visual à assistente sem gravar imagens continuamente. Os utilizadores podem mostrar uma caixa de cereais à câmara para adicionar o produto à lista de compras ou exibir um jogo de tabuleiro para pedir a explicação das regras. A coluna mantém o suporte para áudio espacial Dolby Atmos e afina o som em tempo real de acordo com a acústica da divisão.
Monitorização do sono sem invasão de privacidade

A incursão da Amazon no quarto faz-se através do Echo Time, um relógio de mesa-de-cabeceira comercializado por $199,99 (cerca de 180 euros). Para garantir a privacidade, a fabricante eliminou qualquer tipo de câmara neste dispositivo, optando por um transdutor ultra-sónico que emite ondas sonoras imperceptíveis ao ouvido humano. O sistema Omnisense actua como um radar para analisar os ciclos de descanso. O relógio deterá as fases de sono leve e ajusta o alarme automaticamente para acordar a pessoa entre dez a 60 minutos antes da hora estipulada. O despertar ocorre através da simulação do nascer do sol, gerada pelo aumento gradual da luminosidade do ecrã circular de 3,2 polegadas.
Fotografias interactivas e ecrãs de formato gigante
A Alexa Photo Frame surge como a primeira moldura digital da empresa a integrar controlo por voz, apresentando um ecrã táctil anti-reflexo de dez polegadas. O equipamento sincroniza automaticamente as imagens captadas no telemóvel e permite anexar notas de voz curtas a cada fotografia. A Amazon garante o armazenamento ilimitado de ficheiros para subscritores Prime. O modelo base em preto custa $199,99 (cerca de 180 euros), existindo variantes com moldura em madeira de bétula ou nogueira por $229,99 (cerca de 207 euros).

A fechar o novo ecossistema está o Echo Show 16, o maior e mais potente ecrã inteligente da marca. A nova geração oferece mais 20 por cento de poder de processamento, enquanto o chassis emagreceu quase 40 por cento em relação a iterações anteriores. O painel de alta definição ganha ainda uma variante Nanomatte, capaz de eliminar mais de 90 por cento dos reflexos ambientais. O modelo base encontra-se disponível por $499,99 (cerca de 450 euros), subindo para os $569,99 (cerca de 515 euros) na versão com tratamento anti-reflexo, trazendo a plataforma Fire TV integrada de origem.
