Muitos utilizadores acreditam que desligar o computador no final do dia garante um arranque limpo na manhã seguinte. De acordo com a Microsoft, esta ideia está errada. A empresa explicou recentemente num documento de suporte técnico que o sistema operativo segue um caminho diferente quando a funcionalidade de arranque rápido está activada. Esta opção vem ligada por defeito e altera profundamente a forma como a máquina encerra.
Em vez de fechar completamente todos os processos, o Windows encerra as aplicações e termina a sessão do utilizador, mas coloca o núcleo do sistema a hibernar. O kernel e os controladores de hardware são guardados num ficheiro específico no disco rígido. Quando a pessoa volta a pressionar o botão de energia, o sistema recupera essa imagem guardada em vez de carregar tudo do zero. Isto permite um arranque consideravelmente mais veloz, uma técnica introduzida há vários anos para contornar a lentidão dos antigos discos rígidos mecânicos.
A diferença técnica entre encerrar e reiniciar
O problema surge quando ocorrem falhas de memória ou erros num controlador. Se a máquina for apenas desligada, esses problemas ficam guardados na hibernação e regressam no arranque seguinte. Reiniciar o computador faz exactamente o oposto. Esta acção limpa totalmente a sessão do kernel e força um arranque a frio. O sistema reconstrói toda a sessão, carrega os controladores de raiz e elimina as falhas acumuladas, justificando o facto de ser a melhor escolha para resolver anomalias técnicas.
Para quem prefere desligar a máquina de forma definitiva sem abdicar do arranque rápido no dia-a-dia, existe uma alternativa prática. É possível forçar um encerramento total através da linha de comandos. Basta abrir o terminal e introduzir o comando shutdown /s /t 0 para garantir que o sistema ignora a hibernação do núcleo e desliga todos os componentes de forma absoluta.
