A Microsoft decidiu acabar de vez com os últimos vestígios do browser Internet Explorer, lançado em 1995. Embora o suporte oficial tenha terminado há vários anos, a tecnologia ainda sobrevive através de um modo de compatibilidade presente no browser Edge. Agora, a gigante de Redmond quer encerrar este capítulo de forma definitiva até ao final de 2029. Esta decisão obriga os administradores de sistemas a preparar a transição o mais rápido possível. A urgência é real para quem ainda depende de sistemas antigos.
A empresa emitiu um aviso recente no centro de administração do Microsoft 365 para alertar as organizações sobre este encerramento planeado. O comunicado relembra que o modo Internet Explorer vai ser suportado pelo menos até 2029, altura em que o motor de renderização antigo será totalmente removido do sistema operativo. Esta janela temporal parece longa à primeira vista. No entanto, a migração de aplicações antigas pode demorar anos a ser concluída com sucesso. Por esse motivo, a empresa americana está a enviar lembretes regulares aos seus clientes empresariais.
O desafio técnico para as empresas
O actual modo de compatibilidade integrado no browser da Microsoft baseia-se no motor Chromium da Google, mas consegue apresentar páginas web a usar o motor Trident do Internet Explorer 11. Este motor de layout proprietário, também conhecido como MSHTML, sofreu muitas alterações desde a sua introdução na versão quatro do antigo programa. A versão 11 utiliza especificamente o MSHTML 7.0, que suporta mini aplicações WebGL e o protocolo de comunicação web SPDY, que já foi descontinuado. As empresas que dependem destas tecnologias antigas precisam de actualizar ou reconstruir as ferramentas internas a usar normas modernas da Web. Quem não utiliza estes elementos críticos não precisa de tomar qualquer acção após receber o alerta.
Planeamento e apoio na transição
Para evitar problemas de maior, a Microsoft promete partilhar um aviso final de fim de suporte com pelo menos um ano de antecedência. O objectivo passa por ajudar as equipas informáticas a identificar riscos de migração e a reduzir a probabilidade de interrupções no fluxo de trabalho. A tecnológica oferece ainda ajuda directa através do serviço App Assure, desenhado para ajudar clientes a melhorar a compatibilidade de aplicações personalizadas com as plataformas modernas do Windows. Começar a planear esta mudança hoje é o primeiro passo para garantir um futuro digital sem sobressaltos. O adeus definitivo a esta relíquia da Internet está cada vez mais próximo.
