A poucos dias do evento de hardware da Google, marcado para 12 de Agosto de 2026, chegam más notícias para os consumidores. Shakil Barkat, vice-presidente de Dispositivos e Serviços da gigante tecnológica, confirmou numa entrevista ao site 9to5Google que a próxima geração de smartphones vai sofrer um aumento de preço. A culpa é de uma crise sem precedentes no custo das memórias RAM, impulsionada pela elevada procura das empresas ligadas à inteligência artificial.
O impacto da crise dos semicondutores
Segundo os dados partilhados pelo executivo, o custo de 1 GB de memória RAM disparou de forma drástica, um valor que salta de 2,80 dólares no ano passado para 12 dólares em 2026. Durante muito tempo, a Google tentou absorver estas flutuações na cadeia de abastecimento para proteger os clientes, mas a realidade económica mudou de forma definitiva.
Barkat sublinhou que nunca existiu um aumento tão acentuado nos preços da memória, o que obriga a marca a fazer ajustes dinâmicos. Esta subida de custos não afecta apenas os futuros lançamentos, podendo estender-se a equipamentos de gama média que já estão no mercado, como é o caso do actual modelo mais acessível da geração anterior.
O que esperar da nova geração
As fugas de informação mais recentes indicam que toda a linha vai ficar cerca de 100 dólares mais cara. O modelo base deverá começar nos 899 dólares, enquanto as versões mais avançadas também vão sofrer agravamentos. O modelo Pro deverá custar 1099 dólares e a versão de maiores dimensões da família Pixel 11 tem um preço estimado de 1299 dólares.
Para tentar suavizar o impacto na carteira dos utilizadores, a fabricante planeia duplicar o armazenamento base, que passa de 128 GB para 256 GB. No entanto, os modelos Pro podem ver a sua memória RAM reduzida de 16 GB para 12 GB.
Engenharia de software como solução
Para compensar esta descida nas especificações de hardware, as equipas de engenharia estão a trabalhar de forma intensiva para optimizar o sistema operativo Android. O objectivo é garantir que os dispositivos conseguem executar tarefas pesadas de inteligência artificial local de forma fluida, mesmo com menos memória disponível.
Em resumo, as principais alterações que os consumidores podem esperar são:
- Aumento generalizado de preços: Toda a linha de smartphones vai sofrer um agravamento de cerca de 100 dólares face à geração anterior, o que reflecte a crise global dos semicondutores.
- Mudanças nas especificações técnicas: Os modelos base vão duplicar o armazenamento para 256 GB, mas as versões Pro podem sofrer um corte na memória RAM, que desce para os 12 GB.
- Optimização do sistema operativo: A Google está a reescrever partes do Android para garantir que a inteligência artificial Gemini funciona de forma perfeita, mesmo com menos recursos físicos de hardware.
Todas as dúvidas serão desfeitas no evento de Agosto, onde, além dos smartphones, é provável que a marca apresente novos acessórios, depois de um misterioso relógio inteligente ter sido encontrado recentemente.
