A Microsoft está a testar uma nova funcionalidade que promete agradar a muitos utilizadores. Na mais recente versão de pré-visualização do canal Insider (build 26300.8553), foi descoberta uma opção nas definições que permite desinstalar os modelos de Inteligência Artificial integrados no sistema operativo. A novidade foi partilhada por entusiastas na rede social X e noticiada, segundo o site Neowin, como uma forma de recuperar espaço valioso no disco de forma simples e intuitiva.
O peso da Inteligência Artificial nos novos computadores
Desde a versão 24H2, o ecossistema da Microsoft dividiu-se em duas categorias distintas. Por um lado, temos os computadores tradicionais; por outro, os novos “AI PC”, oficialmente designados como Copilot+ PC. Esta nova geração exige hardware muito mais robusto. Enquanto um sistema normal pede apenas 4 GB de memória RAM e 64 GB de armazenamento, as máquinas focadas em IA necessitam de 16 GB de RAM, 256 GB de espaço e uma Unidade de Processamento Neural (NPU) capaz de atingir mais de 40 TOPS.
Modelos locais e o consumo de armazenamento
O aumento dos requisitos de armazenamento não acontece por acaso. Os componentes de Inteligência Artificial instalados localmente ocupam bastante espaço. Por exemplo, o modelo Phi Silica chega a consumir mais de 2,5 GB de disco. É precisamente aqui que entra o novo botão de desinstalação. Com apenas um clique, os utilizadores vão poder remover estes pacotes pesados, bastando reiniciar o computador para efectivar a limpeza. Esta flexibilidade junta-se a outras melhorias recentes, como as alterações na barra de pesquisa que tornam a navegação mais intuitiva no dia-a-dia.
Para quem não está familiarizado com os bastidores dos Copilot+ PCs, o sistema inclui vários modelos de IA desenhados para processamento local, sem depender da nuvem. O Phi Silica é o modelo de linguagem compacto da Microsoft, executado directamente no NPU do dispositivo, que serve para realizar tarefas complexas como resumir textos, reescrever documentos e gerar novos conteúdos. Existe também o componente de Criação de Imagens por IA, que transforma descrições de texto em ilustrações detalhadas. Por sua vez, o componente de Processamento de Imagens por IA dedica-se a analisar as fotografias fornecidas pelo utilizador. Finalmente, o modelo de Transformação de Imagens por IA foca-se na edição avançada, permitindo remover objectos indesejados ou reconstruir fundos de forma inteligente.
Mais controlo para o utilizador
A possibilidade de apagar estas ferramentas devolve o controlo aos utilizadores que preferem poupar espaço em vez de utilizar as funções de IA generativa ou depender de extensões pesadas no browser. Quer seja para libertar disco ou simplesmente para manter o sistema mais limpo, a Microsoft parece estar a ouvir a comunidade.
A par de outras inovações de hardware e conectividade, como a capacidade de transmitir som para dois pares de auscultadores ao mesmo tempo, o Windows 11 continua a adaptar-se às necessidades reais de quem o utiliza diariamente, tanto em casa como nas empresas.