A OpenAI anunciou uma alteração profunda na forma como o seu chatbot lida com informações passadas. A actualização da memória do ChatGPT promete tornar o sistema mais capaz e escalável a longo prazo. Esta novidade permite que a inteligência artificial recorde detalhes úteis sobre os utilizadores, desde preferências a projectos em curso, sem que seja necessário começar cada conversa do zero. Numa altura em que a utilização de ferramentas de inteligência artificial generativa no ambiente profissional disparou, ter um assistente que se lembra do contexto exacto de cada tarefa torna-se fundamental para a produtividade diária.
O fim do esquecimento
A funcionalidade de memórias guardadas estreou em Fevereiro de 2024, altura em que os utilizadores podiam pedir explicitamente à plataforma para reter dados específicos, como planos de viagem ou estilos de escrita. Contudo, o sistema dependia demasiado de instruções claras e a informação tendia a ficar desactualizada. Em 2025, a empresa expandiu o conceito ao permitir que o chatbot consultasse o contexto de conversas anteriores através de um processo em segundo plano chamado “Dreaming” (Sonhar).
Agora, a OpenAI desvenda uma arquitectura muito mais eficiente construída sobre esta mesma base. Esta evolução surge num momento de grande expansão tecnológica da empresa, que recentemente também melhorou a capacidade de raciocínio visual da sua plataforma na geração de imagens.
Mais precisão e uma nova página de gestão
O novo sistema foca-se em três áreas principais de actuação:
- Reter contexto útil de conversas anteriores para evitar a repetição constante de informações por parte do utilizador.
- Aplicar as preferências pessoais de forma consistente em todas as interacções diárias.
- Garantir que a informação armazenada se mantém relevante e actualizada à medida que as circunstâncias mudam com o passar do tempo.
Os testes internos da empresa mostram resultados expressivos. A capacidade de recordar factos subiu de 67,9% para 82,8%, enquanto a adesão às preferências do utilizador passou de 55,3% para 71,3%. A precisão ao longo do tempo também registou um salto significativo, atingindo os 75,1%.
Para dar mais controlo a quem utiliza a ferramenta, a OpenAI introduz uma nova página de resumo de memória. Neste espaço, é possível rever tudo o que o ChatGPT aprendeu, actualizar detalhes, corrigir informações erradas ou dar instruções precisas sobre os tópicos que a inteligência artificial deve abordar no futuro.
Lançamento gradual
A nova arquitectura exige menos recursos computacionais, o que facilita a sua expansão para um número maior de pessoas. A actualização já está a chegar aos subscritores dos planos Plus e Pro nos Estados Unidos. Nas próximas semanas, a novidade vai ficar disponível noutros países e também para os utilizadores das versões Free e Go.