A Nvidia levantou o véu sobre a sua mais recente aposta para o mercado de consumo. O novo processador RTX Spark, que até agora circulava em rumores sob os nomes de código N1 e N1X, foi desenhado para impulsionar a plataforma Windows em arquitectura ARM. Este anúncio confirma as rumores de que a fabricante estava a preparar um processador de 20 núcleos aliado a gráficos de última geração para rivalizar com a concorrência.
Fabricado pela TSMC num processo de 3 nanómetros, o chip integra 70 mil milhões de transístores. A arquitectura combina um CPU Grace de 20 núcleos, desenvolvido em colaboração com a MediaTek, e um GPU da família Blackwell. Este processador gráfico inclui 6144 núcleos CUDA e oferece um desempenho de inteligência artificial na ordem de 1 petaFLOP.
Para garantir que não existem estrangulamentos de desempenho, a marca optou por uma arquitectura de memória unificada. As configurações mais avançadas podem chegar aos 128 GB de RAM LPDDR5X, algo que já tinha sido sugerido quando surgiram fotografias de placas de teste equipadas com este volume de memória. A ligação entre o CPU e o GPU é feita através da tecnologia NVLink C2C, o que garante larguras de banda de 600 GB/s.
A revolução dos agentes de inteligência artificial
O grande foco do RTX Spark é a transformação do computador pessoal num assistente proactivo. Em vez de o utilizador se limitar a abrir aplicações, a máquina passa a interpretar intenções e a executar tarefas complexas de forma autónoma, desde a edição de imagem até à optimização de pesquisas no browser. O sistema consegue correr modelos de linguagem locais com 120 mil milhões de parâmetros, sem depender da nuvem.

A Microsoft é a principal parceira nesta empreitada e assegura que o Windows tira o máximo partido deste hardware, quer através de aplicações nativas ARM, quer através do emulador Prism para software mais antigo.
Desempenho de topo em formatos compactos
Apesar do foco na inteligência artificial, o gaming e a criação de conteúdos não foram esquecidos. O chip suporta tecnologias como ray tracing, Reflex e DLSS 4.5, com a promessa de correr títulos exigentes a 1440p com taxas de actualização superiores a 100 fotogramas por segundo. De acordo com a Nvidia, o desempenho gráfico deste processador integrado aproxima-se do que é oferecido por uma placa gráfica dedicada RTX 5070 para portáteis.
Os primeiros equipamentos a chegar ao mercado serão portáteis finos e leves, bem como computadores de secretária de dimensões reduzidas. Várias empresas já estão a preparar os seus lançamentos, sendo que algumas marcas, como é o caso da Dell, já andavam a testar protótipos baseados nesta arquitectura ARM há algum tempo. Espera-se que os primeiros modelos cheguem às lojas durante o outono.