O debate sobre a validade da arte gerada por inteligência artificial continua a dividir opiniões, mas a posição da Google é clara. Para incentivar a utilização das suas ferramentas, a empresa vai abrir o Dataland a 20 de Junho, um espaço que descreve como o primeiro museu de artes de inteligência artificial do mundo.
O museu ficará localizado no edifício The Grand LA, em Los Angeles, desenhado por Frank Gehry, e vai ocupar uma área de aproximadamente 2300 metros quadrados. O projecto nasce de uma colaboração com o artista digital Refik Anadol, que trabalha com a gigante das pesquisas desde 2016.
Uma floresta digital em tempo real
A exposição inaugural, baptizada “Machine Dreams: Rainforest”, é alimentada por um modelo treinado com uma vasta base de dados do mundo natural. A instalação consegue gerar 1,2 mil milhões de píxeis em tempo real e reage de forma dinâmica aos visitantes. O espaço vai também criar paisagens sonoras, detectar emoções e libertar aromas produzidos através de algoritmos.
Toda a infra-estrutura do museu é suportada pelos modelos Gemini, a correr na Google Cloud. Isto significa que os conteúdos visuais e interactivos são gerados nos centros de dados da empresa e transmitidos directamente para o local.
Apoio a novos criadores
Em paralelo com a abertura do Dataland, a divisão Google Arts & Culture vai financiar uma residência artística focada em inteligência artificial. O programa vai atribuir bolsas de 25 mil dólares a quatro artistas, que vão receber mentoria do estúdio de Refik Anadol e acesso às ferramentas de aprendizagem automática da empresa.
Os trabalhos resultantes desta residência vão ser exibidos no Dataland e no site do Google Arts & Culture ainda este ano.