Há mais de um ano que tivemos um apagão nacional, mas os cortes de energia em algumas zonas são frequentes. Se vive numa dessas zonas, sabe do que estamos a falar.
Microcortes, subtensões e desligamentos bruscos podem comprometer os equipamentos eletrónicos que usamos todos os dias e que contêm dados sensíveis. Mas existe uma forma de os protegermos e minimizarmos o dano e a proteção elétrica deve ser escolhida em função do risco, e uma UPS é o mais barato e eficaz que existe no mercado para essa proteção, porque não se trata apenas de um sistema de alimentação ininterrupta, mas sim uma forma de ganhar tempo para desligar equipamentos em segurança.
Que problemas elétricos podem afetar equipamentos informáticos
Um simples corte de energia faz com que o PC se desligue de imediato, mas um NAS pode ficar com volumes degradados e dados por gravar.
No caso de microcortes, a situação é diferente, porque existem falhas de segundos que são suficientes para reiniciar um router, um switch, um ONT, um NAS, etc.
Um pico de tensão já é mais perigoso porque pode danificar fontes de alimentação, placas de rede, discos externos ou carregadores. O mesmo acontece com a flutuação de energia, que pode danificar também estes equipamentos.
A perda de dados, corrupção de ficheiros, RAID degradado, discos danificados e fontes queimadas são uma realidade. Não quer dizer que vá acontecer sempre, porque não acontece, mas muitas vezes só vemos o problema quando já é tarde demais.
Tomada com proteção ou UPS: quando usar cada solução
As tomadas com proteção elétrica evitam sobretensões e ajudam contra um pico de tensão, sendo úteis para carregadores, monitores, impressoras ou colunas. Contudo, não mantêm nada ligado durante uma falha de energia.
No entanto, uma UPS tem uma boa relação custo-benefício e algumas incluem AVR (Automatic Voltage Regulation), que é útil para estabilizar a tensão sem usar constantemente a bateria.
Existe ainda uma proteção adicional para serviços mais críticos que é uma UPS com dupla conversão, indicada para servidores, e dados críticos, que isola melhor a carga das variações de rede e embora seja mais cara, garante uma proteção superior em cenários de correção e estabilidade extrema, e para isso, as UPS da Salicru são das mais conceituadas no mercado.
Como dimensionar uma UPS sem comprar a mais ou a menos
É necessário entender um pouco de energia para depois fazer contas. Ou, pelo menos, de matemática. VA é a potência aparente, W é a potência real suportada e o que interessa é confirmar os watts reais que a UPS consegue entregar. Não basta somar os VA e assumir que chega.
Vamos a um exemplo prático. Um PC desktop consome entre 250-500 W (dependendo da gráfica), um monitor: 20-60 W, um NAS doméstica 30-80 W e um “pack” com Router + ONT + switch pequeno aproximadamente 15-40 W.
Depois de somar o consumo real dos equipamentos que pretende manter ligados, deve aplicar uma margem recomendada de, no mínimo, 20%. Portanto, deverá escolher uma UPS cuja potência em watts fique acima desse valor total com alguma folga.
Que equipamentos devem estar ligados à UPS
A E-Redes é a distribuidora nacional e, por vezes, falha, como tudo na vida. Mas, para garantir que todos os equipamentos informáticos fiquem ligados, deve estabelecer prioridades. Se pretende manter uma ligação à internet, tem de manter pelo menos o router e o ONT. Mas se a sua prioridade são os seus ficheiros, deve manter em primeiro lugar o NAS. O PC principal deverá também estar ligado para continuar a trabalhar.
Existem até pessoas que têm um router 4G ou 5G de backup. No entanto, em termos práticos, não vale a pena ligar impressoras, colunas potentes ou monitores secundários. Ao calcular aquilo de que vai realmente precisar, está a poupar dinheiro para comprar a UPS certa.