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A ler: Autoridades detêm 276 suspeitos em megaoperação contra fraudes com criptomoedas e apreendem 700 milhões de dólares
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PCGuia > Notícias > Segurança > Autoridades detêm 276 suspeitos em megaoperação contra fraudes com criptomoedas e apreendem 700 milhões de dólares
NotíciasSegurança

Autoridades detêm 276 suspeitos em megaoperação contra fraudes com criptomoedas e apreendem 700 milhões de dólares

Uma megaoperação internacional desmantelou nove call centers fraudulentos ligados a falsos investimentos em criptomoedas e tráfico humano. As autoridades detiveram centenas de suspeitos e recuperaram milhões de dólares.

Pedro Tróia
Publicado em 5 de Maio, 2026
Tempo de leitura: 4 min
Bitcoin
Foto de Jakub Żerdzicki na Unsplash
Neste artigo
  • O esquema de burla e tráfico humano
  • Esforços das autoridades e detenções

Uma operação internacional coordenada entre as autoridades dos Estados Unidos e da China resultou recentemente na detenção de pelo menos 276 suspeitos e no encerramento de nove call centers fraudulentos. A acção, liderada pela Polícia do Dubai em parceria com o FBI e o Ministério da Segurança Pública chinês, desmantelou esquemas de falsos investimentos em criptomoedas que visavam cidadãos norte-americanos. De acordo com o Departamento de Justiça dos EUA (DoJ), a intervenção permitiu reter mais de 700 milhões de dólares em activos digitais ligados ao branqueamento de capitais.

Entre os detidos encontram-se cidadãos da Birmânia e da Indonésia, capturados no Dubai e na Tailândia. Indivíduos como Thet Min Nyi, Wiliang Awang, Andreas Chandra e Lisa Mariam enfrentam agora acusações federais de fraude e branqueamento de capitais nos Estados Unidos. A. Tysen Duva, procurador-geral adjunto da Divisão Criminal do DoJ, refere que os criminosos não podem operar com impunidade, independentemente do local onde residem, a sublinhar que as autoridades estão a trabalhar em conjunto para eliminar estas ameaças sem fronteiras.

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O esquema de burla e tráfico humano

Segundo a acusação, os arguidos geriam e recrutavam pessoas para trabalhar em três empresas distintas, nomeadamente a Ko Thet Company, o Sanduo Group e a Giant Company. O método utilizado envolvia enganar os utilizadores para que entregassem o seu dinheiro através de falsos investimentos em criptomoedas. Para o conseguir, os criminosos dedicavam-se a construir relações de confiança ao longo do tempo, muitas vezes a simular amizades ou envolvimentos românticos.

Esta operação ilícita está também intimamente ligada ao tráfico humano. Cidadãos estrangeiros eram coagidos a executar tarefas fraudulentas em condições análogas à escravatura, após serem atraídos com falsas promessas de empregos bem remunerados. O DoJ indica que, assim que as vítimas transferiam os fundos para as plataformas falsas, os activos eram rapidamente lavados e transferidos para outras contas, incluindo as dos próprios burlões.

Esforços das autoridades e detenções

A notícia destas acusações surge dias após o DoJ ter acusado dois cidadãos chineses, Jiang Wen Jie e Huang Xingshan, pelo seu papel numa grande operação de fraude e por alegadamente gerirem o complexo Shunda, na Birmânia. Estes indivíduos foram detidos pelas autoridades tailandesas no início de 2026, quando viajavam do Camboja para a Birmânia. Planeavam abrir um segundo centro de fraudes no Camboja, depois de as autoridades birmanesas terem apreendido as primeiras instalações em Novembro de 2025.

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Para combater este tipo de crime de forma proactiva, o FBI lançou a iniciativa Operation Level Up em Janeiro de 2024. Até Abril de 2026, este programa já notificou quase 9000 vítimas e evitou perdas estimadas em 562 milhões de dólares. Além das detenções, a recente repressão global levou à apreensão de um canal do Telegram com mais de 6500 seguidores, usado para recrutar vítimas de tráfico humano, e de um conjunto de 503 sites de investimento falsos. Em simultâneo, o Departamento do Tesouro dos EUA aplicou sanções a um senador cambojano que se encontrava por trás de uma rede de complexos de cibercrime.

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Etiquetas:criptomoedasfraude
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