Recentemente, começaram a surgir novos rumores sobre a próxima consola da Sony. De acordo com informações partilhadas pelo conhecido analista de hardware Kepler_L2, a fabricante nipónica pode estar a preparar uma mudança significativa na forma como os jogadores acedem aos formatos físicos. A notícia avança que a PlayStation 6 deverá chegar ao mercado sem qualquer leitor de discos integrado. Em vez disso, a marca planeia oferecer a possibilidade de comprar uma drive externa como acessório opcional.
Esta decisão parece estar intimamente ligada aos custos de produção. O mesmo analista indica que a consola vai incluir um SSD de quinta geração (Gen5) com 1 TB de capacidade. Ao optar por não integrar o leitor ótico e ao manter o armazenamento em 1 TB, a Sony tenta manter o preço de venda ao público o mais baixo possível. Contudo, especialistas da indústria sugerem que o valor final do equipamento pode rondar os mil dólares. Este preço levanta questões sobre a eficácia destas medidas de poupança, especialmente quando consideramos as actualizações gráficas que a Sony e a AMD pretendem incluir na nova máquina para executar tarefas cada vez mais exigentes.
Inteligência artificial para optimizar o armazenamento
Para compensar a limitação de espaço no disco de 1 TB, a empresa pode adicionar suporte para compressão neural de texturas (NTC). Segundo a publicação Gamerz Theory, esta funcionalidade utiliza modelos de inteligência artificial para armazenar e reconstruir texturas de forma muito mais eficiente. Em alguns casos, os pacotes de texturas mostram reduções de tamanho até sete vezes, o que diminui drasticamente o espaço ocupado pelas instalações dos jogos e alivia a utilização da memória VRAM da placa gráfica.
Apesar de ser uma tecnologia promissora, a compressão neural foca-se apenas em elementos visuais. Isto significa que não vai reduzir todas as componentes de um jogo de forma igual. Ainda assim, se os estúdios e os motores de jogo adoptarem esta ferramenta aperfeiçoada para os lançamentos da PS6, a pressão sobre o armazenamento interno será muito menor. Desta forma, a consola disponibiliza uma gestão de espaço mais inteligente, o que permite aos utilizadores manter mais títulos instalados em simultâneo sem precisarem de apagar dados constantemente.
O futuro do formato físico
No que diz respeito ao hardware, a transição para um modelo base totalmente digital pode gerar alguma preocupação entre a comunidade de jogadores. Os fãs dos formatos físicos valorizam a capacidade de partilhar, alugar, trocar ou revender os seus jogos. Quando a PlayStation 5 chegou às lojas, a Sony disponibilizou duas versões distintas, o que garantiu que a opção de comprar uma consola com leitor de discos embutido esteve sempre presente desde o primeiro dia.
Desta vez, a estratégia parece ser diferente. A publicação ExtremeTech refere que a marca vai lançar apenas uma versão da consola, o que obriga os interessados em jogos físicos a adquirir a unidade externa, que deverá ligar-se através das entradas USB do equipamento. À medida que os próximos anos avançam, e enquanto a consola pode chegar mais tarde do que o inicialmente previsto, espera-se que surjam mais detalhes sobre a abordagem final da fabricante e sobre a forma como as empresas do sector vão adaptar-se a esta nova realidade.