A Meta apresentou o Muse Spark, um novo modelo de IA que representa o «primeiro passo numa reformulação» da sua estratégia nesta área; este recurso já está disponível na Web e na aplicação Meta AI e, segundo empresa, vai «evoluir ao longo do tempo».
O desenvolvimento do Muse Spark resulta do trabalho do Meta Superintelligence Labs, um departamento criado após críticas internas à evolução dos modelos Llama e ao posicionamento da empresa face a concorrentes como a OpenAI e a Anthropic. Para liderar esta nova fase, a Meta recrutou Alexandr Wang, antigo CEO da Scale AI, e investiu «12,3 mil milhões de euros na empresa», escreve o TechCrunch.
O Muse Spark traz uma abordagem «baseada em múltiplos agentes de IA que actuam em paralelo sobre o mesmo problema». Segundo a Meta, esta arquitectura «permite acelerar a obtenção de resultados, sobretudo em tarefas mais exigentes».
A empresa prepara, também, a introdução de um modo designado Contemplating, pensado para lidar com «problemas mais complexos». Este modo tem «mais tempo de raciocínio» sem que isto tenha «impacto significativo na latência»; para isso, trabalham «vários agentes em simultâneo».
A disponibilização do modelo segue, para já, uma estratégia distinta da adoptada por alguns concorrentes (como a OpenAI e a Google), que reservam as funcionalidades mais avançadas para versões pagas. Entre as aplicações previstas, a empresa destaca o apoio a questões de saúde (como fez a Anthropic, recentemente).