A IBM anunciou na passada quinta-feira uma colaboração estratégica com a Arm destinada a desenvolver novo hardware de arquitectura dupla. O objectivo principal passa por ajudar as empresas a executar tarefas intensivas de dados e Inteligência Artificial no futuro, ao garantir maior flexibilidade, fiabilidade e segurança.
A liderança da IBM no design de sistemas, desde o chips até ao software e segurança, tem ajudado várias organizações a adoptar tecnologias emergentes com a escala necessária para operações críticas. À medida que a Inteligência Artificial passa a integrar as operações centrais dos negócios, a empresa continua a investir em plataformas de hardware, como o processador Telum II e o Spyre Accelerator. Estas soluções estão desenhadas para passar a IA da fase de experimentação para o uso diário nas empresas.
Através desta parceria, a IBM e a Arm pretendem prolongar este histórico de inovação. A estratégia passa por aliar a liderança da IBM na fiabilidade e segurança de sistemas à reconhecida eficiência energética da arquitectura Arm.
Foco na virtualização e compatibilidade
A colaboração entre as duas gigantes tecnológicas concentra-se em três áreas fundamentais. Em primeiro lugar, as empresas estão a explorar formas de expandir as tecnologias de virtualização. Esta iniciativa vai permitir que ambientes de software baseados em Arm operem dentro das plataformas de computação empresarial da IBM. O trabalho destina-se a alargar a compatibilidade de software e a simplificar a forma como os programadores e as empresas integram aplicações Arm em ambientes de missão crítica.
Em segundo lugar, a infra-estrutura empresarial tem de suportar operações de alta disponibilidade, bem como exigências de segurança e soberania de dados locais. A notícia indica que a IBM e a Arm estão a procurar novas vias para suportar as exigências de desempenho das tarefas modernas. O esforço inclui capacitar os sistemas empresariais para reconhecer e executar aplicações Arm, com a meta de alinhar estes ambientes com os requisitos operacionais que as empresas exigem.
Por fim, a colaboração foca-se no crescimento a longo prazo das plataformas. Ao criar camadas tecnológicas partilhadas, as duas marcas pretendem abrir a porta a uma rede de software mais ampla e a uma maior flexibilidade na forma como as aplicações são implementadas e geridas. Esta abordagem pode dar às empresas mais opções de escolha, ao posicioná-las para adoptar novas arquitecturas enquanto continuam a rentabilizar os investimentos já efectuados.
Uma resposta às exigências do mercado
Mohamed Awad, vice-presidente executivo da unidade de Cloud AI da Arm, refere que, à medida que as empresas modernizam a sua infra-estrutura, a amplitude do ambiente de software da Arm permite que estas tarefas corram numa gama mais vasta de plataformas. O responsável acrescenta que a colaboração com a IBM prolonga este progresso para ambientes empresariais críticos.
Por sua vez, Tina Tarquinio, directora de produto para IBM Z e LinuxONE, avança que esta união é uma extensão natural da liderança da IBM na inovação de hardware. Segundo a executiva, a empresa mantém o padrão de antecipar as necessidades do mercado muito antes dos pontos de viragem, ao desenvolver capacidades de forma precoce para que os clientes estejam preparados para novos modelos de negócio. A meta passa por expandir as opções de software e oferecer um desempenho optimizado, ao manter a segurança que os clientes esperam.