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A ler: Astronautas da missão Artemis II pedem ajuda à Terra para resolver falhas no Outlook
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CuriosidadesNotícias

Astronautas da missão Artemis II pedem ajuda à Terra para resolver falhas no Outlook

Nem os astronautas da NASA escapam aos problemas com o correio electrónico. Durante a missão Artemis II, a tripulação teve de pedir assistência técnica à Terra devido a falhas no Microsoft Outlook e a uma avaria na casa de banho da cápsula Orion.

Pedro Tróia
Publicado em 3 de Abril, 2026
Tempo de leitura: 6 min
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NASA Kennedy Space Center / NASA/Brandon Hancock
Neste artigo
  • O contraste entre sistemas de voo e software comercial
  • Falhas mecânicas na casa de banho da cápsula Orion

A exploração espacial exige tecnologia de ponta, mas parece que os astronautas da NASA continuam a partilhar as mesmas frustrações informáticas que qualquer trabalhador de escritório na Terra. Durante a histórica missão Artemis II, que mantém quatro tripulantes num espaço reduzido ao longo de dez dias, o grande desafio técnico não surgiu dos propulsores ou dos sistemas de suporte de vida. Na madrugada da passada quinta-feira, o comandante Reid Wiseman teve de contactar o centro de controlo em Houston para pedir assistência técnica. O motivo prendeu-se com falhas de conectividade e problemas com o Outlook da Microsoft.

De acordo com a notícia do Engadget, o comandante estava a utilizar um dispositivo de computação pessoal, que na verdade era um Microsoft Surface Pro. Como dita a regra de ouro da assistência informática, Wiseman começou por desligar e voltar a ligar o equipamento para tentar resolver a falha de internet. A táctica não surtiu efeito. A NASA detectou que o tablet estava ligado a uma rede e pediu autorização para aceder à máquina de forma remota, com o objectivo de verificar o software Optimus.

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Foi neste momento que a situação ganhou contornos caricatos. Numa transmissão em directo, cujo excerto foi partilhado pela utilizadora Niki Grayson na rede social Bluesky, Wiseman informou a equipa na Terra sobre o estado do seu ecrã. O astronauta referiu que conseguia ver dois programas Microsoft Outlook abertos em simultâneo e que nenhum deles estava a funcionar. O comandante sugeriu então que a equipa de suporte remoto verificasse tanto o Optimus como as duas instâncias do cliente de correio electrónico. O jornalista Tom Warren também destacou o momento na rede social X, a notar a ironia de uma missão lunar ser interrompida por conflitos entre a versão clássica e a nova versão do Outlook.

O contraste entre sistemas de voo e software comercial

A ideia de usar software de escritório numa nave espacial pode parecer estranha para muitos entusiastas da tecnologia. Esta é uma prática perfeitamente normal. Os sistemas primários de voo e a navegação da cápsula Orion operam em hardware especializado, resistente à radiação, e executam software mantido sob um rigor extremo. Em paralelo, a agência espacial integra o chamado software comercial para disponibilizar uma interface familiar e funcionalidades básicas aos tripulantes.

É através deste ambiente, que inclui o Windows e o Outlook, que os astronautas conseguem executar tarefas diárias rotineiras. Estas ferramentas servem para consultar horários, tirar notas e manter comunicações pessoais com a família. Para gerir as suas agendas no espaço, os astronautas dependem destas aplicações.

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A resolução do problema demorou algum tempo. Cerca de uma hora após o pedido de ajuda, por volta das catorze horas e vinte minutos de transmissão, o centro de controlo informou a tripulação de que o Outlook já estava novamente operacional. No entanto, a equipa em Houston avisou que a aplicação iria mostrar o estado “offline”, uma condição que os técnicos consideraram normal para aquele contexto específico. Ou seja, o software passou a funcionar, embora a interface continuasse a indicar uma aparente falta de ligação.

Falhas mecânicas na casa de banho da cápsula Orion

Se os problemas informáticos geraram empatia entre os utilizadores de computadores em todo o mundo, a tripulação teve de enfrentar um contratempo bem mais físico e urgente logo no início da viagem. Cerca de duas horas após o início da missão, uma luz de aviso começou a piscar na casa de banho da nave.

O alerta indicava uma falha mecânica no sistema de extracção de urina. Este mecanismo utiliza uma ventoinha para afastar os fluidos para um contentor de recolha, a evitar assim desastres em ambiente de microgravidade. A ventoinha encravou de forma inesperada, o que poderia alterar drasticamente a higiene a bordo, obrigando um dos astronautas a intervir manualmente para desobstruir o sistema e voltar a colocar a peça a girar.

Apesar de a cápsula Orion oferecer sacos de contingência para estas situações, a intervenção rápida da tripulação resolveu o problema em poucas horas. A NASA confirmou posteriormente que a casa de banho voltou a ficar totalmente operacional.

No final, a missão Artemis II prova que, por mais optimizado que seja o treino de um astronauta ou por mais avançada que seja a engenharia de um foguetão, a exploração do cosmos continua sujeita às pequenas falhas do quotidiano. Seja a reiniciar um tablet, a pedir ajuda ao suporte informático para fechar programas bloqueados ou a desentupir ventoinhas, a vida no espaço partilha semelhanças inegáveis com a rotina das empresas na Terra. Resta esperar que, nos próximos dias da missão, a tripulação não precise de abrir o browser para procurar soluções em fóruns de tecnologia, nem seja obrigada a participar em reuniões através do Microsoft Teams.

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Etiquetas:Artemis IILuaNASA
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