Já se sabia que a Honor iria centrar a sua keynote do Mobile World Congress no hardware: na PCGuia já falámos sobre o MagicPad 4, que será mesmo o tablet Android mais fino do mercado e, hoje, a marca chinesa mostrou mais dois equipamentos.
O primeiro é o novo dobrável topo de gama que sucede ao Magic V5, este ano ainda mais fino quando fechado, embora seja uma mudança que dificilmente se veja a olho nu: em vez de 8,8, tem 8,75 mm. O V6 tem dois ecrãs LTPO 2.0: um externo de 6,52 polegadas e um interno de 7,95 polegadas.
Ambos têm uma taxa de actualização adaptativa entre 1 e 120 Hz, picos de brilho até 6 000 nits no ecrã exterior e 5 000, no interior. O ecrã interno tem um «vidro flexível ultrafino com certificação SGS Minimized Crease», com a Honor a garantir uma «redução de 44% no vinco face à geração anterior».
Mas uma das grandes novidades do Magic V6 está mesmo debaixo do capot: o Snapdragon 8 Elite Gen 5, que a Honor diz ser a «estreia deste processador num dobrável», aqui associado a um «sistema de arrefecimento por câmara de vapor».
Em termos de autonomia, o Magic V5 tem uma bateria de «silício-carbono de quinta geração» de 6660 mAh, com «25% de conteúdo de silício», uma solução que, segundo a Honor, permite «aumentar a densidade energética sem sacrificar a espessura». Este dobrável, contudo, só chega a Portugal no segundo semestre de 2026.
Além deste dobrável, a marca mostrou ainda um novo conceito de telemóvel que já tinha aparecido em alguns vídeos: o Robot Phone, cujo objectivo é «redefinir o que pode ser um smartphone», embora ainda sem data de lançamento.
Em vez de se «limitar a um ecrã táctil e comandos de voz», este modelo tem IA a um nível que ainda não tinha sido explorado por outras marcas: com «movimento de nível robótico», o que resulta numa «interação mais física, expressiva e adaptativa», garante a Honor.
Com base numa ideia de «aproximar o smartphone do comportamento humano», o Robot Phone «identifica sons, segue movimentos e tem consciência visual do ambiente». A grande protagonista é a câmara que sai da traseira, semelhante a uma action cam, que permite fazer chamadas de vídeo com IA «em todos os ângulos».
Aqui, vive ainda um assistente pessoal que é a “alma” deste telemóvel: responde com «linguagem corporal emocional, incluindo acenos e balanços de cabeça, e pode até sincronizar movimentos com música», numa vertente mais «lúdica».
Esta câmara com um “braço” robótico tem como base um «micro motor próprio» e integra um «sistema de gimbal ultra-compacto com quatro graus de liberdade (4DoF)», o que resulta em «movimentos suaves e precisos». A solução criada pela Honor garante ainda «estabilização em três eixos, semelhante a um tripé».
Ao usar esta câmara de 200 MP, tiramos ainda partido do modo ‘Super Steady Video’, que «reforça a estabilidade em situações de movimento intenso»; em termos de funcionalidades de inteligência artificial, o Robot Phone tira partido do ‘AI Object Tracking’, que permite «seguimento inteligente de sujeitos em tempo real».
Juntamente com o MagicPad 4, o Magic V6 e o Robot Phone, a marca anunciou ainda a Silicon-Carbon Blade Battery, uma bateria com 32% de silício e mais de 900 Wh/L; o portátil MagicBook Pro 14; e os seus novos robots humanóides (com «inteligência pessoal e que compreende os utilizadores») para ajudar em casa e nas empresas, integrado no escossistema da marca.