Portugal fechou 2025 com um «novo recorde» de pedidos de patentes europeias. Segundo o relatório ‘EPO Technology Dashboard 2025‘, da Organização Europeia de Patentes (OEP), empresas e inventores nacionais entregaram 368 pedidos.
Este número representa uma subida de 6,1% face a 2024 e o «valor mais elevado de sempre» para o País. Desde 2016, o volume de pedidos portugueses mais que duplicou.
A nível global, a OEP recebeu 201 974 pedidos de patente em 2025, mais 1,4% do que no ano anterior, «ultrapassando pela primeira vez a fasquia dos duzentos mil», sublinha a OEP.
No caso português, a «tecnologia informática» manteve-se como a «principal área técnica pelo quarto ano consecutivo», com um crescimento de 2,6%. Na área da saúde, a tecnologia médica subiu 32% e a biotecnologia, 5%.
Entre os principais requerentes portugueses, a liderança pertenceu à OPRIMEE, com 26 pedidos. Esta empresa, criada em 2012, faz consultoria para negócios e gestão, além de desenvolver investigação no campo das ciências físicas e naturais.
A NOS Inovação ficou em segundo lugar, com 18 (tinha sido a “campeã” em 2023 e 2024); e o INESC TEC em terceiro, com 14. A lista inclui ainda empresas, universidades e centros de investigação portugueses.
Segundo a OEP, Portugal destacou-se ainda na adesão à Patente Unitária. Em 2025, 85% das patentes europeias concedidas a inventores portugueses passaram para este sistema, num total de «125 pedidos». Em 2024, a taxa tinha sido de 74,3%.
Este número valor coloca o país acima da média da União Europeia, fixada em 40,7%, e da média global da OEP, de 28,7%, dando a Portugal a «terceira taxa mais elevada de adesão entre os Estados-membros da UE».