A Xiaomi apresentou aos jornalistas, em Lisboa, a nova série Xiaomi 17 composta pelo modelo Ultra e base, mais compatcto. Ambos «estão mais finos e leves» revelou Rui Fernandes, Field Force and Training Manager da Xiaomi. O responsável salientou que, nesta gama, o foco maior foi em «garantir a melhor fotografia possível para o cliente», havendo um maior «envolvimento ainda mais intrínseco com a Leica» com mudança «na construção, ou seja, na disposição das lentes» e na «interface para garantir, cada vez mais, um uso simples e intuitivo».
Na verdade, o grande destaque dos smartphones é a fotografia, como não podia deixar de ser, nesta série e a maraca enfatizou o reforço da parceria com a Leica. Esta passa pelo «tratamento óptico Leica UltraPure e numa configuração de lentes de elevada precisão» que «contribui para a redução de reflexos e interferências, permitindo que a luz atinja o sensor de forma mais pura e eficiente».
No caso do Xiaomi 17 Ultra, este é o primeiro a integrar o sensor principal LOFIC de 1″ da marca, o Light Fusion 1050L, que «consegue tirar uma foto com qualidade, com aquilo que os meus olhos estão a ver», realçou Rui Fernandes. Outro das grandes novidades é a câmara teleobjectiva Leica de 200MP, equipada com zoom óptico mecânico e «redução significativa de efeito fantasma e aberrações cromáticas ao longo de toda a gama de zoom».
A tecnologia LOFIC, «basicamente o fotorrealismo, a nível de cores e dinâmica» também chaga ao vídeo do Ultra que mantém a gravação 4K a 120 frames, e tem certificação ACES atribuída Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que organiza os Oscars.
O modelo compacto vai contar com um sistema triplo de câmaras, de 50MP tanto para a principal, como a telefoto e a ultrawide que permitem cinco distâncias focais. Já a câmara frontal evolui da típica de 32 MP para uma de 50 MP com autofocus em ambos os smartphones.
Especificações de topo
A gama tem ecrã HyperRGB OLED LTPO (6,3 polegadas no 17 e 6,9 polegadas no 17 Ultra), com taxa de actualização até 120 Hz e um brilho máximo de 3500 nits, o que se deve à mudança do painel para um M10, como referiu Rui Fernandes. Ambos os modelos estão equipados com processador Snapdragon 8 Elite Gen 5, que garante um desempenho superior em 30% em relação ao antecessores; sistema de arrefecimento IceLoop melhorado para dissipar melhor o calor e têm certificação IP68, ou seja, são resistentes à poeira e à água.
O Xiaomi 17 tem uma bateria de 6230 mAh com carregamento com fios a 100W, sem fios a 50W e reverse charging a 22W. A autonomia é mesmo um dos focos no modelo compacto com a marca a assegurar 1,7 dias. Segundo Rui Fernandes, «ao final de um dia de uso intensivo ce com duas horas no TikTok, uma hora no YouTube, duas horas de jogo» ainda sobram «40% de bateria». Já o Ultra, devido à dimensão do módulo de câmaras, tem uma bateria com uma capacidade ligeiramente mais baixa, 6000 mAh, e carregamento com fios a 90W, sem fios a 50W e reverso a 22,5W.
Já em termos de software, os Xiaomi 17 têm HyperOS 3 e todas as funcionalidades mais avançadas da Xiaomi e do Googe Gemini, em que a grande novidade é a inclusão do Gemini Live como uma das apps disponíveis no HyperIsland. Além disso, a marca oferece três meses gratuitos do Google AI Pro com direito a 2 TB na cloud e do serviço YouTube Premium.
O Xiaomi 17 está disponível em Black, Venture Green e Ice Blue com 12 GB de RAM e armazenamento de 512 GB com um PVP de 1099,99€. Já Xiaomi 17 Ultra está disponível em três cores Black, Starlit Green e White (esta cor em exclusivo da Xiaomi Store) com 16 GB de RAM e 512 GB de armazenamento interno com um preço de venda de 1499,99€.
Marca a crescer em Portugal
Antes da apresentação da Xiaomi 17 Series, Tiago Flores (Country Director da marca em Portugal) explicou que «2025 foi um ano de transformação para a Xiaomi» já que apresentaram «um ecossistema completo, não só de hardware, de software, mas também de fabrico». A marca continua a sua aposta na estratégia de Human X Car X Home, ou seja, que «conecta o consumidor de forma 360» e o responsável avançou ainda que «os chipsets da marca e que daqui para a frente, paulatinamente e progressivamente, vão equipar os flagships».
O responsável adiantou que a Xiaomi tem crescido muito na área de home devices e referiu o exemplo nacional: «Crescemos 40% em termos de receita em tudo o que seja equipamentos fora dos smartphones e dos tablets, ou seja, tudo o que seja televisão, equipamentos para o lar e wearables».
Por outro lado, em Portugal, a Xiaomi continua «a ser a segunda marca que vende smartphones», algo que acontece há «cinco anos consecutivos». É também a marca número 1 em áudio, relógios, bands, portanto no ecossistema do wearable, e em em robôs e scooters», isto no número de unidades vendidas, acrescenta Tiago Flores. O Country Director fez um breve resumo dos resultados no mercado nacional: «Somos uma marca muito sólida e com uma grande presença em Portugal e continuamos a desenvolver este ecossistema tecnológico de uma forma integrada e de uma forma cada vez mais disponível para os nossos consumidores em Portugal».