A Xiaomi acaba de reforçar a presença no mercado global de periféricos com o lançamento do G Pro 27Qi (versão 2026), um monitor destinado ao segmento de gama média. Se o seu antecessor já era uma escolha popular para quem procurava tecnologia Mini LED sem gastar muito, esta nova iteração tem funcionalidades raramente vistas nesta faixa de preço, combinando uma luminância extrema com uma precisão de cor de nível profissional.
1152 Zonas de Local Dimming
O grande destaque do G Pro 27Qi (2026) reside no painel de retroiluminação Mini LED. Ao contrário dos monitores convencionais, que utilizam poucas zonas de iluminação, a Xiaomi implementou uma matriz densa de 1152 zonas de local dimming. Este número é quase o dobro do que encontramos em muitos dos concorrentes directos, permitindo um controlo muito mais granular da luz.
Esta densidade de zonas é o que permite ao monitor alcançar um brilho de pico impressionante de 2000 nits, garantindo a certificação VESA DisplayHDR 1000. Na prática, isto traduz-se em realces de luz extremamente intensos e brancos puros, sem comprometer a profundidade dos pretos. Para mitigar o efeito de blooming (o “halo” de luz que por vezes aparece em torno de objectos brilhantes sobre fundos escuros), a marca usa um algoritmo proprietário que, segundo os dados técnicos, consegue preservar o detalhe nas sombras até uns incríveis 0,0001 nits.
Desempenho e fidelidade cromática
No que toca ao desempenho, o G Pro 27Qi mantém-se no “sweet spot” preferido dos jogadores de PC: uma resolução QHD (2560 x 1440) aliada a uma taxa de actualização de 180 Hz. Esta combinação oferece um equilíbrio entre nitidez de imagem e fluidez, sem exigir um hardware gráfico topo de gama para manter taxas de actualização estáveis.
Contudo, a Xiaomi não desenhou este monitor apenas para o público interessado em videojogos. A fidelidade cromática é um dos pilares deste modelo, apresentando uma cobertura de 99% das gamas de cor DCI-P3 e Adobe RGB. Cada unidade sai de fábrica pré-calibrado, o que garante um valor de Delta-E inferior a 1. Isto significa que o monitor é capaz de lidar com tarefas de edição de vídeo e fotografia profissional, onde a precisão da cor é um factor importante.
Inteligência Artificial ao serviço da imagem
A componente tecnológica é reforçada por um “motor personalizado” que utiliza reconhecimento de cena por Inteligência Artificial. Este sistema analisa o conteúdo do ecrã em tempo real para ajustar dinamicamente o comportamento das zonas de iluminação, optimizando o contraste dependendo se o utilizador está a jogar um título de terror atmosférico ou a editar uma folha de cálculo.
Ao nível do design, a Xiaomi optou por uma abordagem funcional. O suporte permite ajustes completos de altura, inclinação e rotação, adaptando-se a qualquer configuração de secretária. Um detalhe subtil é a inclusão de um suporte retráctil para auscultadores no canto superior do chassis, além de um anel de iluminação RGB na traseira para conferir um toque estético sem ser intrusivo.
Conectividade
No capítulo das ligações, o monitor oferece duas entradas DisplayPort 1.4 e mais duas HDMI 2.0. Embora a ausência de HDMI 2.1 possa ser notada por utilizadores de consolas de última geração que pretendam 4K a 120 Hz (embora o painel seja 1440p), para o utilizador de PC, o DisplayPort 1.4 é mais do que suficiente para extrair todo o potencial dos 180 Hz.
Embora o valor oficial no site global ronde os 475 dólares, já foram detectadas promoções de lançamento em retalhistas europeus na casa dos 285 euros. Se este valor se consolidar no mercado nacional, o Xiaomi G Pro 27Qi (2026) posiciona-se não apenas como uma opção viável, mas como o novo padrão para quem exige qualidade de imagem HDR de topo sem o investimento tipicamente associado aos painéis OLED ou Mini LED de gamas mais altas.