A LG G5 é a melhor e mais brilhante TV OLED que alguma vez testei. Esta TV 4K não é apenas uma ligeira melhoria face às anteriores, é um verdadeiro salto geracional. A grande actualização é um novo painel OLED de quatro camadas, que adiciona uma camada azul extra para elevar o brilho e o volume de cor a níveis nunca antes atingidos.
Devido à tecnologia do ecrã, as TV OLED oferecem pretos perfeitos e um contraste que não se via desde os tempos em que as TV de plasma era o melhor que se conseguia ter. Mas o brilho foi, historicamente, a única área onde as TV LED levavam a melhor. Mas já não é o caso. A G5 da LG “esmaga” absolutamente a G4 e as QD-OLED da Samsung. Talvez não seja surpresa, dado que se situa no topo da gama de 2025 da LG. Estes televisores estão disponíveis com painéis de 48, 55, 65, 77, 83 e 97 polegadas.
Se o desempenho HDR é importante para si ou se quer apenas a melhor qualidade de imagem disponível actualmente, este televisor é para si.
Design e construção
O design da G5 é bastante familiar. Se conhece a G4 ou mesmo a G3, já sabe o que esperar. É uma parede minimalista de ecrã, com molduras finíssimas e um acabamento elegante. Não é uma mudança radical, mas, honestamente, não precisa de ser. A LG chama a isto uma TV “Gallery” (daí o G), e cumpre o prometido com linhas limpas, branding discreto e uma construção que fica tão bem na parede como num suporte.
Esse suporte, aliás, é um extra opcional em algumas regiões. A LG desenhou esta TV para ser pendurada na parede. Mas se optar pelo suporte, é um pedestal sólido com altura ajustável. Isto é particularmente útil se quiseres encaixar uma soundbar por baixo sem bloquear o ecrã. O suporte de parede, por sua vez, é do tipo “zero-gap”, mantendo a TV encostada à parede com um acabamento de showroom.
A TV tem apenas 2,4 cm de espessura em toda a sua extensão e, embora seja mais pesada que a ultra-fina C5, continua a parecer incrivelmente esguia. Na parte traseira, todas as portas estão viradas para o lado e bem posicionadas, o que ajuda na organização dos cabos.
Funcionalidades e conectividade
A LG colocou na G5 toda a tecnologia que conseguiu. A estrela do espectáculo é, claro, o novo painel. Esse empilhamento OLED tandem de quatro camadas oferece ganhos de brilho sérios, com um pico de 4000 nits. Se atinge ou não esse máximo depende do conteúdo e do modo, mas, de qualquer forma, nota-se perfeitamente o quão brilhante esta TV é no mundo real.
Sob o capô está o processador Alpha 11 AI Processor Gen 2. O seu trabalho é gerir o processamento de imagem e fá-lo bastante bem. Funcionalidades como o AI Picture Pro e o Dynamic Tone Mapping trabalham em conjunto para manter o detalhe e a fidelidade da cor.
Também existe o AI Sound Pro, que, apesar das boas intenções, não consegue salvar a configuração de colunas subdimensionada da TV. Como habitualmente, será melhor emparelhar esta TV com colunas de cinema em casa ou uma soundbar. O sistema de 60W e 4.2 canais tem suporte Dolby Atmos, mas as vozes soam recuadas e o grave é mais um murmúrio polido do que um impacto real.
Na traseira, estão quatro entradas HDMI 2.1 (48 Gbps), suporte para 4K a 165Hz (ou 120 Hz com Dolby Vision), VRR, ALLM, G-Sync e FreeSync Premium. O input lag é inferior a 10 ms, o que é uma boa notícia para os gamers.
O novo comando Magic Remote, infelizmente, coloca agora um botão de IA em destaque e move o selector de entradas para um submenu estranho. É irritante e desnecessário.
Interface
O webOS da LG costumava ser um dos melhores da indústria: rápido, intuitivo e limpo. A versão da G5 não é uma mudança radical, mas começa a parecer que a LG está a tentar fazer demasiado.
A primeira coisa que se nota é o ecrã inicial, pontuado por um anúncio intrusivo em banner que recusa sair. É um “murro no estômago” numa TV deste preço. No entanto, permite o acesso a praticamente todos os serviços de streaming imagináveis.
Os perfis de utilizador melhoraram, com reconhecimento de voz que muda automaticamente de utilizador com base em quem está a falar. É surpreendentemente preciso. Por outro lado, o webOS 25 aposta forte na IA. Há um chatbot controlado por voz integrado que pode interpretar comandos como “torna a imagem mais quente”.
Ofuscado pelo brilho
Esta é a parte que importa. E aqui, a G5 cumpre totalmente. Se estava à espera que o OLED quebrasse finalmente a barreira do brilho, esta é a TV que o fez. Seja num Blu ray de Top Gun: Maverick a 4K ou num jogo na Xbox Series X, a G5 renderiza cada frame com muita qualidade.
O modo Filmmaker é a definição que vai querer usar, a precisão de cor é soberba e o movimento é limpo sem parecer artificial. Os brancos são puros e os níveis de preto permanecem perfeitos. A forma como a G5 lida com cenas extremamente escuras e detalhes nas sombras coloca-a noutro patamar.
No gaming, a G5 é muito boa. A clareza de movimento, a consistência do HDR e a rapidez de resposta são excelentes. Se for jogador ou amante de cinema com orçamento disponível, esta é a melhor TV que pode comprar actualmente.
