Um estudo encomendado pela Epson (empresa conhecida pelos seus projectores e impressoras) revela que 32% dos professores portugueses «não acreditam que as escolas estejam a dotar os alunos das competências necessárias para um futuro baseado na IA».
Mais de metade (52%) considera ainda que o sistema educativo «não sabe como preparar os estudantes para um mercado de trabalho» que será «substancialmente diferente» do das gerações anteriores.
De acordo com os professores inquiridos, a preparação para profissões que a IA ainda não configurou «dependerá, sobretudo, do desenvolvimento de competências exclusivamente humanas». Entre estas, estão «adaptabilidade, pensamento analítico, criatividade, pensamento crítico, inteligência emocional, liderança e resolução de problemas».
Este entendimento é transversal ao corpo docente, com 70% a apontar o pensamento crítico como a «competência mais importante para o futuro profissional dos alunos». Apesar disto, a percepção geral é de «estagnação ou retrocesso», sublinha a Epson: 82% dos professores afirma que a capacidade de pensamento crítico dos alunos «não melhorou» e 62% diz haver, mesmo, um «declínio» nos últimos anos.
Entre as soluções apontadas pelo estudo, surge a «aprendizagem imersiva», uma abordagem que recorre à tecnologia para «criar ambientes interactivos que simulam situações do mundo real, com ferramentas como «RV ou RA». No entanto, 74% dos professores dizem não ver este tipo de tecnologia a «ser usado de forma habitual nas suas escolas».
Ainda assim, o estudo da Epson sobre alunos e IA, constata que a vontade de mudança é «clara»: 63% dos professores gostariam que as escolas «introduzissem ou reforçassem o recurso à aprendizagem imersiva».