Portugal pode afirmar-se como um hub atlântico, por excelência, da Europa em competências espaciais soberanas até 2040, com um impacto económico acumulado superior a «quarenta mil milhões de euros no PIB».
Esta é a grande conclusão do estudo ‘Portugal no Espaço – 2040’, feito pela Boston Consulting Group para a New Space Alliances, uma associação portuguesa criada pelo CEiiA, pelo CTI Aerospacial, pela N3O e pela GEOSAT, para dinamizar e estruturar o ecossistema espacial nacional, com foco na chamada ‘new space economy’.
Segundo o estudo, esta trajectória permitiria criar cerca de «27 mil novos postos de trabalho, directos e indirectos, dos quais seis mil altamente qualificados», o que serviria de base a uma economia espacial anual «próxima dos dois mil milhões de euros».
Em 2023, lembra a New Space Alliances, o sector espacial português «gerava apenas 121 milhões de euros em receitas, o equivalente a 0,03% do PIB». Contudo, com a «mobilização adequada» de recursos públicos e privados, este valor poderá «multiplicar-se por 17 até 2040, atingindo 0,5% do PIB».
O relatório da BCG aponta o investimento público como «principal catalisador do sector», sobretudo nas fases iniciais, devido à «elevada intensidade de capital, aos ciclos longos de retorno e à relevância estratégica». Ainda assim, prevê-se um «crescimento progressivo» do investimento privado, que deverá passar de cerca de 5% em 2023, o equivalente a 7,5 milhões de euros por ano, para aproximadamente 30% em 2040, perto de 130 milhões de euros anuais.