A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade NOVA de Lisboa (NOVA FCT) tem um novo laboratório para fazer «investigação à escala atómica»: o CryoEM Hub fica na Unidade de Ciências Biomoleculares Aplicadas (UCIBIO) e passa a fazer parte da Rede Nacional CryoEM-PT.
Neste espaço, os cientistas vão poder «determinar e visualizar a estrutura tridimensional de proteínas e complexos macromoleculares». Este é um procedimento considerado «central» para «compreender mecanismos moleculares associados à origem de várias doenças humanas». O CryoEM Hub vai ainda permitir «abrir perspectivas para o desenvolvimento de novos fármacos».
Segundo lembra a Nova FCT, a microscopia electrónica «tem vindo a transformar a biologia moderna e é amplamente usada em biologia estrutural de referência a nível mundial». Com este investimento, Portugal passa a estar em «paridade com centros internacionais de excelência», dizem os responsáveis do CryoEM Hub.
A actividade deste laboratório tem como base quatro eixos: «Determinação de estruturas tridimensionais de proteínas e complexos biológicos a alta resolução; estudo de interacções proteína-ligando e de complexos dinâmicos difíceis de cristalizar por métodos tradicionais; integração de dados de cryo-EM com cristalografia de raios-X e Ressonância Magnética Nuclear (RMN); e a criação de um polo de formação avançada e treino especializado para investigadores nacionais e internacionais».
Para Maria João Romão, coordenadora do projecto na UCIBIO, o CryoEM Hub «complementa as metodologias de biologia estrutural já existentes na NOVA FCT, afirmando-se como um polo com potencial para a integração completa destas técnicas em Portugal». Como resultado, a investigadora promete ainda, para breve, a apresentação de «avanços com impacto na medicina e no desenvolvimento de novas terapias».